Deputados do PDT vão ter que deixar partidos, prefeitos insatisfeitos com Rui e a disputa entre Vilas-Boas e Solla

A porta da rua é serventia da casa
Os deputados estaduais Roberto Carlos e Euclides Fernandes foram avisados pela executiva do PDT baiano de que não terão legenda para disputar a reeleição em 2022. Eles tinham até novembro para decidir se deixariam a base de Rui Costa, caminho que o partido já decidiu fazer. Como não deram resposta, terão que sair da agremiação partidária. A decisão de seguir na base do governo, analisa um cacique da sigla, impede que eles disputem a reeleição pelo partido. "Eles estão na base do governo e, consequentemente, vão ter que procurar um partido da base governista para a eleição de 2022", disse à coluna.
 
Em cima do muro
A dupla de parlamentares queria seguir na base do governo e no partido. Após a eleição, caso ACM Neto vença, eles marchariam com o ex-prefeito da capital, com quem hoje o PDT está alinhado. "Querem o melhor dos mundos em cada mundo. E o partido já deixou claro que isso não vai acontecer", revelou um influente pedestista.
 
Rivotril amigo
O deputado federal George Solla (PT) anda bastante chateado com o ex-secretário estadual da Saúde, Fábio Vilas-Boas. Médico, Fábio está em franca campanha para federal e avança sem pena nas bases de Solla. Dizem que ele faz isso com prazer, pois Solla comemorou o debacle de Fábio Villas-Boas na Sesab. Agora chegou a hora do troco. “Ele não esconde de ninguém que pretende derrotar Solla. E ainda brinca que vai receitar um Rivotril para o petista que anda muito nervoso”, ironiza uma fonte do Palácio de Ondina com quem a coluna conversou.
 
Mudança de planos

Fontes do Palácio de Ondina estão comentando, nos bastidores, sobre certo receio do governo do estado com os custos que serão exigidos para a reconstrução das cidades afetadas pelas chuvas. O governo entende que terá, provavelmente, que mexer em recursos que antes seriam investidos em intervenções prometidas a prefeitos em troca de apoio em 2022 - as chamadas obras eleitoreiras.
 
Discurso fraco
No caso das chuvas, o governador Rui Costa tem se queixado de uma insuficiente ajuda do governo federal para apoiar nas ações realizadas nas regiões Sul e Sudoeste. O problema é que o próprio governo do estado tem deixado a desejar, segundo prefeitos das regiões. Eles reclamam falta de atenção, não apenas de recursos, mas de equipamentos e equipes para ajudar os desabrigados. Dizem que não há qualquer sinalização de apoio do estado para recuperação emergencial de áreas, principalmente de estradas.
 
Alternativa
A destinação de quase R$ 13 milhões em emendas impositivas dos deputados estaduais para as regiões Sul e Sudoeste do estado rendeu alfinetadas ao governador. Isso porque Rui tem a fama de não pagar as emendas dos deputados, especialmente da oposição. "Pelo menos assim os deputados conseguem destinar emenda, porque se depender de Rui, não sai nada, E olhem que a iniciativa foi da própria Assembleia, não dele", reclamou um parlamentar.
 
Direto de Brasília
A filiação ao PL da médica Raíssa Soares, que ficou conhecida na pandemia como "doutora cloroquina", foi toda articulada nacionalmente, sem passar pela executiva do partido na Bahia. Ela é cotada para disputar um cargo majoritário para dar palanque ao presidente Jair Bolsonaro. Apoiadora do capitão, Raíssa, dizem bolsonaristas, é a favorita dos apoiadores do presidente no estado para a disputa pelo governo.
 
Insatisfação
Depois da deputada estadual Mirela Macedo deixar a base governista na Assembleia Legislativa, outra parlamentar do PSD parece trilhar o mesmo caminho. Jusmari Oliveira, ex-prefeita de Barreiras, tem andado insatisfeita com o tratamento dado pelo governo e, a colegas de Parlamento, tem feito queixas e falado sobre a possibilidade real de migrar para o grupo liderado por ACM Neto no estado.
 
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Fotos: Divulgação.

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