Segundo maior produtor de algodão do Brasil, a Bahia alcançou uma produção de 1,8 milhão de toneladas de algodão herbáceo em caroço, segundo dados da Produção Agrícola Municipal (PAM) 2025, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Os números ganham destaque nesta quarta-feira (7), quando é celebrado o Dia Mundial do Algodão. Além do volume produzido, a cultura está entre os três produtos agrícolas que mais geraram valor para a Bahia no ano passado.
Em 2025, o valor gerado pela produção de algodão no estado cresceu 21,9%, com um acréscimo de R$ 1,4 bilhão em relação a 2024.
O Oeste baiano concentra os principais produtores. São Desidério lidera no estado, com 700 mil toneladas, e ocupa a terceira posição entre os municípios que mais produzem algodão no Brasil.
Na sequência aparecem Formosa do Rio Preto, com 281,9 mil toneladas; Correntina, com 227 mil toneladas; Riachão das Neves, com 176 mil toneladas; e Barreiras, com 144 mil toneladas.

Bahia é 2º maior produtor de algodão do Brasil, com 1,8 milhão de toneladas
Algodão baiano ganha o mundo
Além do volume produzido, a Bahia se destaca pela produtividade das lavouras. Segundo a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura da Bahia (Seagri), a produtividade frequentemente supera 1.900 quilos de pluma por hectare.
Entre 60% e 70% da pluma produzida no estado é destinada ao mercado internacional. A China é o principal comprador, seguida por países como Vietnã, Bangladesh, Indonésia e Turquia.
O estado também trabalha para obter o reconhecimento de Indicação Geográfica (IG) para a cor branca do algodão produzido no Oeste baiano, iniciativa que busca agregar valor ao produto nos mercados nacional e internacional.
De acordo com a Seagri, o desempenho da produção está associado às características de solo, relevo e clima do Oeste, além do nível tecnológico empregado nas lavouras e das ações de controle de pragas, como o bicudo-do-algodoeiro.