Nabiyah Be, filha baiana do cantor jamaicano Jimmy Cliff, está cheia de expectativas diante de seu retorno ao Brasil. Aos 34 anos, a artista vive um dos melhores momentos da carreira ao participar de produções nacionais e dar novos passos como atriz no país.
Em entrevista ao Alô Alô Bahia, a artista, que acaba de estrear na série Jogada de Risco, no Globoplay, abriu o coração sobre as novidades da carreira e falou sobre como tem se adaptado à nova rotina em seu país de origem, que deixou aos 18 anos.
“Eu saí do Brasil aos 18 anos e meu grande foco naquela época era a atuação. Voltar, ainda com aquela menina de 18 anos no coração, também é um pouco da continuação do sonho dela. Continuo trabalhando lá fora, mas estar aqui é também uma retomada de raízes, de consciência e de rédeas da minha multiculturalidade”, disse.

Foto: Raul Romo
Em Jogada de Risco, Nabiyah interpreta Alessia, uma importante agente do cenário do futebol. Na produção, a artista contracena diretamente com Cauã Reymond, além de outras estrelas da televisão brasileira.
“Foi uma experiência muito especial e, principalmente, de muito aprendizado. Poder dividir o set com profissionais importantes da televisão e do audiovisual brasileiro foi uma oportunidade incrível. Nos bastidores, o clima foi muito leve e de parceria. Acho que essa conexão acabou refletindo naturalmente nas cenas”, afirmou.
Novos planos
A série do Globoplay é apenas o início dos projetos audiovisuais que o público poderá acompanhar com a atriz baiana. Nabiyah também integra o elenco do filme Viver é Melhor Que Sonhar, que retrata os últimos anos de vida do cantor Belchior.
Participar do projeto também foi uma oportunidade de revisitar um episódio marcante de sua trajetória musical.
“Me recordo que foi depois de um período longo escutando suas músicas [de Belchior] e o jeito falado de compor letras, que compus trechos da minha canção ‘O Que o Sol Quer’, que também é o nome do meu primeiro álbum”, contou.

Foto: Franklin Almeida
Apesar do investimento na carreira de atriz, Nabiyah garante que o retorno ao Brasil não significa um afastamento dos palcos. A artista pretende continuar conciliando as duas áreas de atuação.
“Neste momento, às vezes é um desafio conciliar a agenda de shows com as gravações como atriz, mas me sinto muito sortuda por poder transitar entre essas duas áreas que amo. Esse retorno ao Brasil abre possibilidades muito bonitas para mim, reconexões profundas”, declarou.