Após apelo de confeiteira que não conseguia vender bolos, clientes fazem fila para comprar

Após apelo de confeiteira que não conseguia vender bolos, clientes fazem fila para comprar

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

Gabriel Moura

Reprodução

Publicado em 21/09/2026 às 18:24

Um vídeo publicado por uma confeiteira de Belo Horizonte mudou o movimento de sua banca durante um festival de doces. Graziele Fernandes Fagundes, de 24 anos, havia passado a semana preparando bolos e cerca de 400 docinhos para vender no evento, mas chegou ao fim da tarde de sábado (19) com quase todo o estoque ainda disponível. Depois de gravar um vídeo chorando e pedir que as pessoas fossem ao local, ela viu a situação mudar.

“Se vocês puderem, venham”, disse Graziele na publicação. O vídeo foi compartilhado por influenciadores, entre eles Renato Sotti, que convocou os seguidores para conhecerem a banca e também foi ao evento. A divulgação levou novos clientes ao festival, no bairro Maria Helena, na região de Venda Nova, e formou uma fila diante da barraca. No fim da noite, os bolos, brigadeiros e demais doces haviam sido vendidos.

Graziele é mãe de Milena, de 8 anos, e Gabriel, de 3. Além da confeitaria, ela trabalha com faxinas para complementar a renda familiar. Parte do dinheiro obtido com os doces é guardada para pagar uma avaliação neuropsicológica da filha mais velha, com o objetivo de confirmar o diagnóstico de autismo, segundo relatou a confeiteira.

Ela já trabalhava com doces antes da pandemia e retomou a atividade com mais intensidade neste ano, depois de concluir um curso profissionalizante. Para participar da primeira edição do festival, realizada no início de setembro, Graziele usou dinheiro das faxinas para comprar os ingredientes. Como a experiência deu certo, decidiu participar novamente no sábado seguinte.

A repercussão do vídeo foi muito maior do que ela esperava. Até a tarde de domingo (20), a publicação havia ultrapassado 15 milhões de visualizações. O perfil Grazi Divino Doces, que tinha cerca de 4,8 mil seguidores, passou de 230 mil em menos de 24 horas e agora supera 311 mil. “De repente começou a chegar um tanto de mensagens no celular. Também começou a chegar mais gente pessoalmente. Vendeu tudo”, contou Graziele após a mobilização.

A próxima oportunidade de vendas já tem data marcada. A terceira edição do festival acontecerá no sábado (26). Com a expectativa de receber um público maior, Graziele diz estar feliz com a repercussão, mas também preocupada porque ainda conta com uma estrutura pequena para ampliar a produção.

Compartilhe

Alô Alô Bahia Newsletter

Inscreva-se grátis para receber as novidades e informações do Alô Alô Bahia