Os clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro aprovaram mudanças no limite de estrangeiros e na composição dos elencos inscritos para o Brasileirão. A decisão não foi unânime, mas definiu uma redução gradual do número máximo de jogadores estrangeiros relacionados por partida e a criação de uma cota mínima para atletas sub-23.
O teto atual é de nove estrangeiros por clube em uma partida. A partir de 2027, esse número cairá para oito e será reduzido em um a cada edição, até chegar a cinco em 2030. A regra vale para o Campeonato Brasileiro e não interfere nas competições da Conmebol, como Libertadores, Sul-Americana e Recopa Sul-Americana. A edição de 2026 seguirá sem alterações.
Assim, o limite de estrangeiros voltará, em 2030, ao patamar que vigorava até 2022 e que era adotado desde 2014. A redução será feita da seguinte forma: nove estrangeiros por clube em 2026, oito em 2027, sete em 2028, seis em 2029 e cinco em 2030.
Também haverá mudanças na lista de 50 jogadores inscritos por cada clube no Brasileirão. A partir de 2027, será obrigatório incluir pelo menos 20 atletas com até 23 anos. O número subirá para 21 em 2028, 23 em 2029 e 25 em 2030. O restante das vagas continuará sem essa restrição, passando de 30 atletas em 2027 para 25 em 2030.
A medida estabelece, portanto, uma divisão de 25 jogadores sub-23 e outros 25 atletas sem restrição de idade na lista de 50 a partir de 2030. Não haverá, porém, obrigação de utilizar em campo uma quantidade mínima de jogadores de cada grupo. A escolha seguirá sob responsabilidade das comissões técnicas.
Segundo os indicadores analisados pelo grupo de estudos, a CBF relacionou o aumento da presença de estrangeiros à redução dos minutos recebidos por jogadores formados no futebol brasileiro. Em 2026, os brasileiros sub-23 somam 11,5% dos minutos disputados no campeonato, contra 28,3% em 2020. Entre os estrangeiros com mais de 23 anos, a participação subiu de 7,1% em 2021 para 25% na atual edição.
A CBF também pretende reduzir a média de idade dos atletas inscritos no Brasileirão. Atualmente, ela é de 28,5 anos, acima dos 27,3 registrados em 2021 e também superior à média das cinco principais ligas europeias.