Teleférico de Salvador de 4,3 km com ligação ao metrô avança para nova etapa

Teleférico de Salvador de 4,3 km com ligação ao metrô avança para nova etapa

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

Esther Morais

Divulgação

Publicado em 21/09/2026 às 17:31

O projeto do Teleférico de Salvador, que ligará a região de Praia Grande a Campinas de Pirajá, integrando o Subúrbio Ferroviário ao metrô, avançou para uma nova etapa. A Prefeitura de Salvador publicou, nesta segunda-feira (21), um aviso de Concorrência Internacional para contratar uma empresa que prestará serviços de assessoria relacionados às obras de implantação da Linha 1 do empreendimento.

Segundo o aviso, a empresa contratada será responsável por serviços de planejamento, programação e controle das obras, organização e controle da documentação, fiscalização, apoio técnico na condução dos trabalhos e análise e aprovação dos projetos básicos e executivos.

A licitação será realizada de forma eletrônica, com julgamento pelo critério de técnica e preço e modo de disputa fechado. A abertura está marcada para 19 de novembro de 2026, às 10h, pelo Portal de Compras do Governo Federal.

A contratação é conduzida pela Superintendência de Obras Públicas do Salvador (Sucop).

Qual o trajeto?

O novo modal terá 4,3 quilômetros de extensão, começando na região de Praia Grande e passando por Mané Dendê e Pirajá, até chegar a Campinas de Pirajá, onde está prevista a integração com o metrô.

A previsão é que o percurso, que atualmente pode levar entre 40 e 50 minutos, seja realizado em aproximadamente 12 a 16 minutos com o teleférico. O sistema terá capacidade para transportar até 3,2 mil passageiros por hora em cada sentido.

Segundo o secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, o sistema foi pensado para atender uma região marcada por grandes desníveis topográficos e facilitar o acesso dos moradores do Subúrbio ao metrô.

A proposta é conectar a Avenida Suburbana e a BR-324 por meio da integração com modais de alta capacidade.

Projeto

O projeto também prevê intervenções urbanísticas no entorno das estações e demais equipamentos, com ações voltadas à acessibilidade, circulação de pedestres, implantação de equipamentos públicos, criação de espaços de convivência e valorização do comércio local.

Durante a elaboração, foram realizados estudos de impacto social e ambiental, análise do entorno, sondagens e levantamentos topográficos. Os primeiros estudos de viabilidade técnica e concepção foram realizados pela Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF).

A proposta também prevê a integração do teleférico ao sistema de transporte público. O usuário poderá chegar às estações utilizando os ônibus e acessar o novo modal com o próprio cartão de transporte.

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