Uma legislação criada há 70 anos para incentivar a presença de obras de arte integradas à arquitetura de Salvador pode voltar ao debate na Câmara Municipal. O tema foi apresentado por Vanessa Vieira, fundadora do Projeto Mural – Movimento Urbano de Arte Livre, durante participação na Casa Legislativa.
A Lei nº 686, de 1956, tornou Salvador uma das cidades pioneiras do país na adoção de uma legislação voltada à integração entre arte e arquitetura. A medida é apontada como um dos estímulos ao movimento muralista que ganhou força na capital baiana entre as décadas de 1950 e 1970.

Lei que prevê obras de arte em edifícios de Salvador pode voltar ao debate na Câmara
Durante sua participação na Câmara, Vanessa defendeu o resgate e a fiscalização da legislação, com o objetivo de ampliar a presença de trabalhos artísticos nos espaços urbanos.
“Nossa proposta é transformar esse panorama, que não é apenas sobre estética, é sobre a identidade da nossa cidade. Salvador é respirada através da cultura, mas precisamos que essa arte saia apenas dos museus e grandes eventos e ocupe o cotidiano das pessoas”, afirmou.
Segundo Vanessa, a aplicação da medida também poderia contribuir para a economia criativa, ampliando oportunidades para artistas, arquitetos e outros profissionais ligados à cultura.
A proposta recebeu apoio do vereador André Fraga (PV), que sinalizou a possibilidade de apresentar uma nova proposição sobre o tema na Câmara Municipal de Salvador.