O presidente da Fifa, Gianni Infantino, planeja transferir parte das operações comerciais da Copa do Mundo para uma nova empresa aberta a investidores privados, segundo o jornal britânico The Times. A proposta envolve direitos de mídia, patrocínios e a organização comercial dos principais torneios da entidade.
Batizada de FIFA Forward Enterprise, a companhia reuniria os negócios ligados aos Mundiais masculino e feminino e à Copa do Mundo de Clubes. Avaliada inicialmente em US$ 20 bilhões, a empresa poderia vender uma participação minoritária de até 20% e captar cerca de US$ 4,2 bilhões.
A Fifa continuaria como acionista majoritária e afirma que os investidores não teriam poder sobre regulamentos, formatos ou decisões esportivas. O projeto conta com a participação do banco JP Morgan e prevê que o dinheiro arrecadado seja destinado ao desenvolvimento do futebol e ao aumento dos repasses às 211 federações filiadas.
O The Times também informou que Infantino poderia assumir um cargo executivo na nova empresa depois de deixar a presidência da Fifa, quando seu mandato terminar, em 2031. A entidade, porém, negou que existam discussões sobre uma futura função para o dirigente.
A proposta provocou reação imediata da Uefa, que questionou a falta de transparência e o risco de investidores privados influenciarem os rumos do futebol. O plano ainda precisa ser aprovado pelo Conselho da Fifa e pela maioria das federações nacionais antes de entrar em vigor.