Mike Tyson acumulou uma fortuna estimada em R$ 2,3 bilhões ao longo da carreira e se consolidou como um dos maiores nomes da história do boxe. Fora dos ringues, porém, o ex-campeão mundial também ganhou notoriedade por um estilo de vida marcado por gastos elevados e decisões pouco comuns. Entre elas, a criação de tigres-de-bengala como animais de estimação, hábito que se tornou um dos símbolos de sua fase mais extravagante e acabou pesando em sua situação financeira.
Os felinos chegaram à vida de Tyson em 1995. De acordo com informações publicadas pela GQ, cada animal custou mais de R$ 400 mil, sem considerar as despesas necessárias para alimentação, cuidados e manutenção. Somados aos investimentos em mansões, carros de luxo e joias, esses gastos contribuíram para que o ex-boxeador entrasse com um pedido de falência em 2003, mesmo após ter acumulado uma fortuna estimada em R$ 1,7 bilhão.
Em entrevista à edição americana da GQ, em 2019, Tyson relembrou a relação que manteve com Kenya, uma de suas tigresas, que viveu com ele por cerca de 16 anos. “Eu tinha um grande afeto por ela; cuidei dela, dormi com ela, mantive-a no meu quarto. Ela ficou comigo por cerca de 16 anos. Ela era um monstro gigantesco, você não consegue imaginar o tamanho dela. Mas ela ficou muito velha, e eu tive que me desfazer dela quando os olhos e a cabeça começaram a falhar. Ah, e ela arrancou o braço de alguém”, contou.
O ataque aconteceu depois que uma pessoa entrou na área cercada onde a tigresa vivia para tentar interagir com o animal. Como a invasão ocorreu por iniciativa da própria vítima, o caso não teve desdobramentos judiciais. Tyson afirmou que ajudou financeiramente a pessoa ferida e, após o episódio, decidiu vender Kenya, embora nunca tenha revelado quem ficou com o animal. Anos mais tarde, durante uma transmissão ao vivo no Instagram com o rapper Fat Joe, em 2020, o ex-boxeador reconheceu que manter tigres em sua residência foi um erro.
Segundo informações publicadas pelo The New York Times, Mike Tyson chegou a reunir um patrimônio estimado em 400 milhões de dólares, cerca de R$ 2,3 bilhões, impulsionado por títulos, premiações e contratos de patrocínio. Apesar disso, o alto padrão de vida e os gastos acumulados levaram o ex-atleta a recorrer ao pedido de falência em 2003.