A Federação Francesa de Futebol confirmou, nesta terça-feira (28), Zinédine Zidane como o novo treinador da seleção nacional. O anúncio foi realizado em entrevista coletiva pelo presidente da entidade, Philippe Diallo. O ex-jogador e vencedor da Bola de Ouro assinou contrato para liderar a equipe até junho de 2030, assumindo, pela primeira vez, o comando de um país.
Segundo o cronograma divulgado pela federação, o vínculo do novo treinador entra em vigor no dia 1º de agosto. O trabalho prático com o elenco começará no início de setembro, período focado na preparação para a estreia da equipe na Liga das Nações, que acontece no mesmo mês.
Para Zidane, de 54 anos, o acerto representa a concretização de um desejo antigo. O técnico revelou que a oportunidade era o seu único alvo profissional desde a saída do Real Madrid, o que o fez declinar de ofertas de diferentes clubes ao longo dos últimos quatro ou cinco anos.
“É um sonho que se torna realidade, de certa forma. (…) Conheço a equipe desde criança, comecei nas categorias de base, passei por todas as etapas até chegar ao time principal. É o ápice. Vou dar tudo de mim para garantir que este time continue vencendo”, declarou o comandante.
A contratação de Zidane marca o encerramento do longo ciclo de Didier Deschamps. À frente da seleção por 14 anos, Deschamps já havia comunicado, em janeiro do ano passado, que se despediria da função após o término da Copa do Mundo de 2026.
Em sua passagem como técnico, ele guiou os franceses à conquista do Mundial de 2018 e da Liga das Nações de 2021.
A troca no comando une dois nomes que dividem um passado vitorioso. Quando ainda eram jogadores, Zidane e Deschamps foram titulares na equipe que garantiu os títulos da Copa do Mundo de 1998 e da Eurocopa de 2000 para a França.
Aposentado dos gramados em 2006, Zidane moldou toda a sua experiência técnica nas dependências do Real Madrid. O francês iniciou sua jornada nos bastidores comandando os times juvenis e atuando como auxiliar direto de Carlo Ancelotti na equipe principal, entre os anos de 2013 e 2014.
Sua efetivação como técnico do elenco profissional ocorreu em 2016. Em sua primeira passagem, encerrada em 2018, o ídolo acumulou um histórico impressionante de conquistas: faturou três edições da Champions League, um Campeonato Espanhol (LaLiga), dois Mundiais de Clubes, duas Supercopas da Uefa e uma Supercopa da Espanha.
Ele retornou ao cargo na temporada de 2019, permanecendo até 2021, período em que adicionou mais uma taça de LaLiga e outra Supercopa da Espanha à sua galeria. Desde então, o treinador estava sem assumir novas equipes.