Depois de se tornar a primeira mulher a vencer o desafio anual de caça às pítons na Flórida, Taylor Stanberry voltou à competição em busca de um novo prêmio de US$ 10 mil. No ano passado, ela capturou 60 pítons-birmanesas e liderou a disputa promovida pelas autoridades ambientais do estado, que incentivam a remoção da espécie invasora para reduzir os impactos sobre a fauna nativa.
Taylor participa da competição ao lado do marido, Rhett, percorrendo áreas remotas do sul da Flórida durante a noite. As caçadas começam por volta das 19h e seguem até aproximadamente 5h da manhã. O casal utiliza barco, bicicleta e caminhadas para alcançar regiões de difícil acesso. Segundo a caçadora, os exemplares menores são destinados à alimentação de seus animais, enquanto as cobras maiores são enviadas para empresas do setor de couro.
Apesar da disputa, Taylor afirma que sua principal motivação não é conquistar troféus. “Não se trata de caça por troféu ou de simplesmente matar pítons por diversão. Na verdade, quero salvar a fauna nativa”, declarou à emissora WBBH, afiliada da NBC.
Nesta edição, as condições climáticas têm dificultado o trabalho dos participantes. Em entrevista ao Naples Daily News, Taylor explicou que a previsão de queda nas temperaturas e a possibilidade de tempestades reduzem a movimentação das cobras durante a noite e impedem a navegação em algumas áreas por causa do risco de raios. “Parece que vem uma tempestade tropical, e a temperatura vai cair para cerca de 22 graus”, afirmou.
Mesmo diante das dificuldades, a caçadora disse que pretende permanecer mais tempo em campo para aumentar as chances de capturas. “Muita gente parece ficar bem cansada e desiste por volta das 2h da manhã”, comentou. Embora costume caçar pítons durante todo o ano, Taylor revelou que a intensidade da competição a fez repensar sua participação nas próximas edições. Ela não informou quantas cobras já capturou nesta temporada.