Aos 77 anos, idosa defende TCC, conquista nota máxima e recebe apoio da mãe de 98 na plateia

Aos 77 anos, idosa defende TCC, conquista nota máxima e recebe apoio da mãe de 98 na plateia

Redação Alô Alô Bahia

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Reprodução

Publicado em 25/06/2026 às 20:23 / Leia em 2 minutos

A aposentada Marivan Ferraro, de 77 anos, viveu um momento especial ao defender o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) de Design na Universidade de Fortaleza (Unifor), no último dia 9 de junho. Na plateia, ela contou com a presença da mãe, Maria Augusta, de 98 anos.

Em entrevista ao portal Diário do Nordeste, Marivan contou que sua mãe teve papel fundamental no projeto. “Fui para a casa dela, sugeri que fizéssemos alguns desenhos, começamos a pesquisar e, assim, produzimos tudo no tecido com caneta apagável, lápis e transferidor de carbono branco. Nós duas bordamos – primeiro, ela me ajudou, depois eu concluí”.

O trabalho consistiu em um livro infantil em tecido bordado que reconta a história bíblica da Arca de Noé e recebeu nota máxima da banca avaliadora.

Foto: Jari Vieira/Arquivo pessoal

Professora aposentada de Língua Portuguesa, Marivan decidiu voltar à universidade, após conhecer o curso de Design da Unifor. Para ingressar na graduação, prestou vestibular novamente décadas depois da primeira formação. Agora aprovada, ela pretende ampliar o projeto apresentado no TCC, lançando uma nova edição do livro e desenvolvendo outros títulos infantis.

“A criança lê com as mãos. A teoria explica e justifica que os pequenos começam lendo assim. O público para esse livro, então, são pessoas de 2 a 4 anos de idade, ou seja, crianças não-leitoras. Um livro-brinquedo, para os pais lerem quando o filho for dormir, e que serve até de travesseiro, se a criança quiser dormir com ele. Fiz o teste com meu neto e um amiguinho dele, e realmente funciona”, contou.

Foto: Arquivo pessoal

Segundo Marivan, a inspiração segue vindo da mãe, Maria Augusta. Escritora, estudiosa da Bíblia e professora de Hermenêutica Bíblica, a matriarca mora sozinha, se considera autossuficiente e mantém uma rotina ativa. “Acho que herdei a genética da minha mãe e da minha avó, que faleceu com 97 anos e muito lúcida”, afirmou. Durante a apresentação, a recém-aprovada ainda homenageou a mãe com uma cesta de flores produzida por ela.

Foto: Jari Vieira/Arquivo pessoal

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