O fotógrafo baiano Thesco Silveira viveu uma experiência inédita durante os festejos juninos no Centro Histórico de Salvador. Também policial militar, ele aceitou, pela primeira vez, o desafio de fotografar a própria corporação, revelando um lado menos conhecido da atuação policial, em que o contato humano com a população é natural.
O convite partiu da tenente-coronel Claudia Mara Rapouso de Freitas, comandante do 18º Batalhão da Polícia Militar (BPM), responsável pelo policiamento da região do Pelourinho durante o São João. Thesco acompanhou a rotina dos agentes nas ruas e registrou cenas marcadas por acolhimento, diálogo e proximidade com moradores e turistas.

Tenente-coronel Claudia convidou integrante da corporação para fazer as fotos | Foto: Thesco Silveira
As imagens mostram policiais posando ao lado de crianças, interagindo de forma descontraída com o público e compartilhando momentos que fogem do estereótipo tradicional da atividade policial. Em uma das fotografias, um agente brinca com uma criança que empunha um sabre de brinquedo; em outra, policiais aparecem cercados por famílias em meio às luzes e ao clima festivo do Pelourinho.
“Nunca fiz foto para a PM, mas ela me pediu e não pude negar, ainda mais pela forma carinhosa e respeitosa que ela para para falar com as pessoas na rua”, contou Thesco Silveira ao Alô Alô Bahia. “A tenente-coronel Claudia é absurdamente humana”, completou.

Figura conhecida no Pelourinho, Clarindo Silva posou ao lado de membros do efetivo, incluindo a própria Claudia Mara | Foto: Thesco Silveira
O resultado do trabalho foi compartilhado nas redes sociais do 18º BPM e chamou atenção justamente por evidenciar uma faceta da corporação construída no contato cotidiano com a comunidade. A publicação destaca que, durante os festejos juninos, a segurança pública também se manifestou por meio de sorrisos, abraços e encontros que reforçam laços de confiança entre policiais e cidadãos.
Sob as luzes do São João no Pelourinho, as fotografias revelam que a missão de servir e proteger pode ir além do patrulhamento ostensivo, traduzindo-se em gestos simples que aproximam a farda das pessoas, ajudando a construir uma relação baseada em respeito e acolhimento.

Foto: Thesco Silveira
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