Bahia lidera número de unidades de conservação no Nordeste, aponta novo painel da Sudene

Bahia lidera número de unidades de conservação no Nordeste, aponta novo painel da Sudene

Redação Alô Alô Bahia

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José Mion/Alô Alô Bahia

Depositphotos.com

Publicado em 18/06/2026 às 09:14 / Leia em 3 minutos

O Nordeste brasileiro ampliou em 52% o número de unidades de conservação ambiental na última década, passando de 485 áreas protegidas em 2015 para 738 em 2025. Os dados integram o novo painel temático do Data Nordeste, plataforma da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), que reúne informações sobre áreas protegidas, categorias de manejo e desafios para a conservação ambiental na região.

Entre os estados nordestinos, a Bahia se destaca com a maior quantidade de unidades de conservação: são 296 áreas protegidas, mais que o dobro do segundo colocado, Pernambuco, com 122. O Ceará aparece em seguida, com 102 unidades. Quando analisada a extensão territorial protegida, a Bahia também lidera, somando cerca de 10 milhões de hectares destinados à conservação ambiental, à frente do Maranhão, com 9,2 milhões, e do Piauí, com 6,9 milhões.

Ao todo, as unidades de conservação do Nordeste ocupam mais de 25 milhões de hectares, área equivalente a aproximadamente 35 milhões de campos de futebol. Do total de 738 unidades registradas, 381 são estaduais, 280 federais e 77 municipais.

As Unidades de Conservação (UCs) são áreas naturais protegidas por lei destinadas à preservação da biodiversidade e dos recursos naturais. Elas se dividem entre categorias de proteção integral, voltadas à preservação ambiental com uso indireto dos recursos, e de uso sustentável, que permitem atividades compatíveis com a conservação.

“É um resultado interessante, mas nós sempre podemos melhorar. É importante observar o crescimento ao longo das décadas impulsionados pela criação de leis e diretrizes governamentais, então quanto mais ações pudermos alcançar, melhor”, afirmou Ludmilla Calado, geógrafa da Sudene e coordenadora do Data Nordeste.

O painel também reúne informações sobre povos indígenas e comunidades quilombolas presentes nas unidades de conservação. Segundo os dados, entre 2001 e 2021 houve redução da cobertura de solo conservado nesses territórios, cenário associado à pressão de atividades como desmatamento, garimpo e grilagem, que afetam tanto o meio ambiente quanto os modos de vida dessas populações.

Outro destaque é o mapeamento de áreas suscetíveis à desertificação. Entre os municípios com maiores percentuais de território ameaçado estão Montadas e Areial, na Paraíba, Gavião, na Bahia, e Calçado, em Pernambuco. O levantamento aponta a necessidade de ações específicas para recuperação dessas áreas, incluindo a criação de novas reservas ambientais.

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