Aeroporto de Salvador opera voos com maior mistura de combustível sustentável já utilizada no Brasil

Aeroporto de Salvador opera voos com maior mistura de combustível sustentável já utilizada no Brasil

Redação Alô Alô Bahia

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José Mion/Alô Alô Bahia

Will Recarey

Publicado em 10/06/2026 às 09:50 / Leia em 2 minutos

O Salvador Bahia Airport passou a liderar o uso de combustível sustentável na aviação brasileira ao abastecer dois voos diários com uma mistura composta por 10% de SAF (Combustível Sustentável de Aviação) e 90% de querosene convencional. A operação, iniciada em dezembro de 2025, utiliza o maior percentual de SAF já disponibilizado no país e deve ser mantida até dezembro de 2026.

A iniciativa antecipa as metas previstas pela Lei do Combustível do Futuro, que estabelece a adoção mínima de 1% de SAF a partir de 2027. Ao longo de 2026, a expectativa é que sejam abastecidos cerca de 5.000 m³ da mistura no terminal baiano, fortalecendo a estratégia de redução de emissões do aeroporto.

O combustível utilizado é produzido a partir de óleo de cozinha usado (UCO), matéria-prima considerada mais sustentável por reduzir significativamente as emissões de carbono ao longo de seu ciclo produtivo. Fabricado na Ásia, o produto é importado pela Vibra, responsável também pela logística de armazenamento e pela certificação internacional de sustentabilidade antes do envio para Salvador.

Além da adoção do SAF, o aeroporto iniciou estudos para testar biodiesel em equipamentos operacionais. Caso os resultados sejam positivos, a medida poderá ser ampliada gradualmente para toda a frota utilizada no terminal.

O avanço ocorre após o Salvador Bahia Airport se tornar, em 2025, o primeiro aeroporto do Brasil e das Américas a alcançar o Nível 5 da Airport Carbon Accreditation (ACA), principal certificação internacional de gestão de carbono para o setor aeroportuário. O reconhecimento levou em conta iniciativas como o uso de energia 100% renovável, duas usinas solares próprias e a redução de 90% das emissões diretas de carbono em comparação com 2018. O terminal também mantém certificação ISO 14001 e adota práticas como gestão zero aterro, reaproveitamento de água e monitoramento operacional por drones, medidas que contribuem para a redução das emissões e o aumento da eficiência das operações.

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