Os estudantes Daniel Rodrigues Lima e Vitor Hugor Batista Santos, do Colégio Estadual São Vicente de Paulo, no município de Bom Jesus da Lapa, levam a produção científica da Bahia ao II Congresso Brasileiro de Biogeografia e Mudanças Climáticas. O evento acontece até domingo (31), na Universidade Federal de Santa Catarina, em Florianópolis. Acompanhados pelo professor Mateus Costa Santos, os jovens apresentam uma pesquisa sobre arborização urbana e conforto térmico em cidades de altas temperaturas.
O estudo, intitulado “Arborização urbana e conforto térmico: a cidade de Bom Jesus da Lapa em um contexto de altas temperaturas”, analisa os impactos da vegetação no bem-estar da população. “Selecionamos duas vias para análise: uma arborizada e outra sem árvores. Os resultados mostram que a área arborizada apresenta condições atmosféricas mais favoráveis”, explica o professor Mateus Costa Santos. A pesquisa reuniu mais de 60 dados coletados ao longo de sete semanas, entre setembro e novembro do ano passado.
Durante o congresso, os estudantes compartilham experiências com pesquisadores de diversas universidades brasileiras e participaram de debates sobre mudanças climáticas, planejamento urbano e qualidade ambiental.
“Apresentar a pesquisa em um evento dessa magnitude está sendo desafiador, mas muito gratificante. Recebemos elogios de professores da USP e UFRJ, o que nos motivou ainda mais”, destaca o estudante Vitor Hugor Batista Santos.
Além do aprofundamento científico, o projeto fortaleceu o protagonismo juvenil e ampliou o olhar dos estudantes sobre o papel da ciência na transformação social. “A pesquisa me ajudou no desenvolvimento do pensamento autônomo e proporcionou uma verdadeira imersão no estudo da Biogeografia”, afirma Daniel Rodrigues Lima. Segundo os participantes, a experiência na universidade também despertou novas perspectivas acadêmicas e profissionais.
Para o professor Mateus Costa Santos, a presença dos estudantes no congresso representa um marco para a educação pública baiana e para a valorização da ciência produzida dentro da escola. “A palavra que resume esse momento é ‘esperançar’, principalmente quando vemos jovens ocupando espaços científicos tão importantes”, ressalta.