Jovens do Engenho Velho da Federação estrelam clipe inédito sobre raízes culturais da Bahia

Jovens do Engenho Velho da Federação estrelam clipe inédito sobre raízes culturais da Bahia

Redação Alô Alô Bahia

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João Meireles

Publicado em 27/05/2026 às 09:52 / Leia em 2 minutos

A juventude do bairro Engenho Velho da Federação assume a linha de frente de um novo projeto audiovisual que exalta a origem da identidade nacional. O Centro Cultural Vai Chegar prepara o lançamento da faixa “Filho da Mãe”, o nono videoclipe realizado com a participação de crianças e adolescentes da comunidade em uma iniciativa contínua que atua desde o ano de 2018.

A música chega ao streaming no dia 5 de junho, enquanto o clipe oficial desembarca de forma gratuita no YouTube no dia 12 de junho. A obra propõe um olhar diferente sobre o descobrimento do Brasil e coloca a Bahia no papel de matriz cultural de maneira sensível.

Gravadas pelas ruas e paisagens do Centro Histórico de Salvador, as cenas mostram os estudantes assumindo os coros e a percussão ao lado de grandes nomes do cenário artístico baiano. A direção leva a assinatura de Tedy Santana e a produção conta com a presença do coautor Raimundo Sodré, do compositor Marcelo Machado, da cantora Makedda, do músico João Mendes e da orquestra de cumbia Sonora Amaralina.

Durante as gravações, o elenco infantojuvenil utiliza o Tambor Vai Chegar, um equipamento musical acessível criado pelo próprio diretor para facilitar o aprendizado de forma intuitiva nas oficinas rítmicas.

O visual do projeto ganhou ainda o reforço de peso das coreografias montadas pela professora Lissandra Santos. Para a direção do centro cultural, tirar os jovens do ambiente do bairro e levá-los para outras áreas urbanas da capital transforma o momento da filmagem em uma grande aventura coletiva capaz de criar memórias afetivas e validar na prática todo o esforço aplicado nas aulas regulares.

A mensagem da canção carrega a essência da cultura popular. A intenção é apresentar a Bahia como a grande figura materna de onde nasceram os pilares do país, enquanto o Brasil seria esse herdeiro gigante.

O compositor afirma que o país enorme só tem tamanho e celebra o fato de a estrutura original da música, pensada desde o início para o formato de samba chula e com vozes infantis, ter encontrado a sintonia perfeita com os tambores e com a energia dos integrantes da comunidade.

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