Atlas da Violência 2026: Bahia registra alta nos homicídios com armas de fogo

Atlas da Violência 2026: Bahia registra alta nos homicídios com armas de fogo

Redação Alô Alô Bahia

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José Mion/Alô Alô Bahia

Daniel Marenco/Agência O Globo

Publicado em 26/05/2026 às 12:26 / Leia em 2 minutos

A Bahia está entre os estados brasileiros com maior participação de armas de fogo nos homicídios registrados em 2024. Segundo o Atlas da Violência 2026, divulgado nesta terça-feira (26) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), 81,1% das mortes violentas no estado foram cometidas com armas de fogo, percentual acima da média nacional, de 70,1%.

O índice baiano é o quarto maior do país, atrás apenas de Ceará (85,6%), Paraíba (83,9%) e Amapá (83,7%). A Bahia também aparece entre os cinco estados que registraram aumento no número absoluto de homicídios com armas de fogo na última década, com crescimento de 2,3% entre 2014 e 2024.

No Brasil, foram registrados 29.870 homicídios cometidos com armas de fogo em 2024, uma redução de 8,8% em relação a 2023 e de 31,2% na comparação com 2014. Ainda assim, os pesquisadores alertam para diferenças regionais e para uma “fragmentação crescente das dinâmicas da violência letal no país”.

O Atlas da Violência também destaca o aumento das mortes envolvendo motocicletas no trânsito brasileiro, fenômeno associado à expansão da economia de aplicativos e ao uso da moto como instrumento de trabalho, principalmente nas regiões Norte e Nordeste.

Em 2024, o Brasil registrou 37.150 mortes no trânsito, sendo 15.459 delas envolvendo motocicletas, o equivalente a 41,6% dos óbitos em vias terrestres no país. Em 2014, as motos estavam ligadas a 12.604 mortes, representando 28,7% do total.

Apesar da queda de 20% no número geral de mortes no trânsito na última década, os acidentes com motos aumentaram. Entre 2019 e 2024, os óbitos envolvendo motocicletas cresceram 38%, passando de 11.182 para 15.459 registros.

Segundo o estudo, a pressão por produtividade, a ausência de proteção social e as jornadas extremas tornam trabalhadores de aplicativos um dos grupos mais vulneráveis ao risco letal nas cidades. Entre as medidas consideradas urgentes para reduzir a mortalidade no trânsito, o estudo aponta redução da velocidade, educação no trânsito, melhoria da infraestrutura viária, reforço da fiscalização e atualização da legislação.

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