Uma dor de cabeça inicialmente associada ao cansaço acabou desencadeando uma sequência de eventos graves na vida de Jaycie Conley. Após procurar um quiroprático para aliviar o desconforto, ela sofreu três AVCs e ficou com sequelas permanentes.
Moradora de Ventura, na Califórnia, Jaycie cuidava do filho de seis meses quando começou a sentir dores intensas na cabeça. A princípio, ela acreditou que o problema estivesse relacionado à privação de sono ou a uma má postura ao dormir. Diante do incômodo, decidiu buscar atendimento com um quiroprático que já conhecia.
Após realizar o ajuste no pescoço, a situação se agravou. Segundo relato à imprensa, ela passou a sentir náuseas e percebeu alterações na visão, com os olhos ficando desalinhados. Ao entrar em contato com o profissional, recebeu a orientação de que poderia se tratar de uma “reação estranha” e foi convidada a retornar para um novo atendimento.
Antes disso, Jaycie decidiu procurar um hospital. Lá, foi diagnosticada com uma ruptura em uma artéria localizada na coluna vertebral, responsável por levar sangue ao cérebro. De acordo com os médicos, a lesão pode ter sido provocada pela velocidade aplicada durante o ajuste quiroprático.
Ainda segundo a avaliação médica, os primeiros sintomas estavam ligados a dois miniderrames que comprometeram o fluxo sanguíneo cerebral. Durante a internação, o quadro evoluiu para um terceiro AVC, considerado mais grave.
Jaycie permaneceu cinco dias na UTI e precisou de ajuda para realizar atividades básicas, como caminhar e ir ao banheiro. Ela relatou surpresa com o diagnóstico. “Fiquei completamente chocada ao descobrir que ir a um quiroprático poderia causar isso”, afirmou.
O impacto emocional também foi significativo, principalmente em relação ao filho. “Eu estava apavorada com a possibilidade de o meu filho não ter uma mãe. Eu não conseguia pegar meu filho no colo e tive muita dificuldade em ser uma mãe em tempo integral”, disse.