O ex-deputado Jean Wyllys usou as redes sociais nesta quarta-feira (13), para criticar a entrevista polêmica de Juliano Cazarré à GloboNews. Segundo o político baiano, debates do tipo na televisão brasileira são “anti-civilizatórios” e podem ser comparados a “freak shows”.
Jean afirmou que, durante toda a sua trajetória política, recebeu convites para participar de discussões semelhantes, mas sempre recusou por acreditar que não se deve abrir espaço para discursos preconceituosos em igualdade de condições com especialistas ou vítimas.
“A posição criminosa e anti-civilizatória deles não pode ser equiparada à minha, que é pautada no conhecimento científico no avanço civilizatório e no princípio da dignidade humana”.
“Ninguém teria coragem de convidar um sobrevivente do holocausto nazista para discutir com um operador das câmaras de gás dos campo de concentração como se a posição de ambos fossem equivalentes; não são! Então, por que tratar como equivalentes a postura homofóbica e a vítima da homofobia?”, disparou.
Em outro trecho da publicação, Jean também criticou a forma como setores conservadores utilizam as redes sociais e os algoritmos para ampliar determinados discursos.
“Nunca aceitei participar desses números de freak show por todas essas razões e por saber que essa burrice e desrazão reacionária já têm espaço demasiado nas mídias sociais, são promovidos por algoritmos e já nos usam em sua mistificação contra nossa vontade“, completou.
O ex-parlamentar ainda defendeu uma mobilização da sociedade civil contra discursos considerados preconceituosos. “Se queremos avanços democráticos, ampliação de direitos e garantia de dignidade humana, devemos começar levantando um cordão sanitário contra red pills, nazistas, racistas, homofóbicos e misóginos em nossos espaços; e não convidá-los a tomar parte num entretenimento vulgar feito a partir de agendas sérias”, finalizou.
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