Juliano Cazarré defende curso para homens “enfraquecidos” em debate na Globo; veja vídeo

Juliano Cazarré defende curso para homens “enfraquecidos” em debate na Globo; veja vídeo

Redação Alô Alô Bahia

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Reprodução / Redes sociais

Publicado em 13/05/2026 às 15:19 / Leia em 3 minutos

O ator Juliano Cazarré participou do programa GloboNews Debate, exibido nesta terça-feira (12), para discutir educação, masculinidade e o papel dos homens na sociedade. Durante o debate, o artista defendeu o curso presencial “O Farol e a Forja”, voltado para homens, e afirmou que muitos deles têm sido tratados como “tóxicos” apenas por serem homens.

“Eu estou falando para essa galera que foi esquecida. Estou falando para homens e meninos que estão há 20 anos ouvindo que todos eles são tóxicos só pelo fato de serem homens”, declarou o ator.

A discussão contou ainda com a participação da psicanalista Vera Iaconelli e do consultor em equidade de gênero e raça Ismael dos Anjos.

Ao rebater as falas de Cazarré, Vera Iaconelli afirmou que homens precisam ouvir mais as mulheres em discussões sobre violência de gênero e masculinidade.

“Quando as mulheres falam ‘parem de nos matar’, elas não estão dizendo ‘parem de ser homens’. Elas estão dizendo: sejam outro tipo de homem”, afirmou a psicanalista. Segundo ela, muitos homens “pensam que tudo é uma acusação”.

O debate ocorreu semanas após o lançamento do curso “O Farol e a Forja”, anunciado por Cazarré em abril. O evento, previsto para acontecer entre os dias 24 e 26 de julho, em São Paulo, propõe discussões sobre liderança, masculinidade e espiritualidade cristã.

Segundo a divulgação do projeto, a proposta é discutir o que estaria levando ao “enfraquecimento” da figura masculina na sociedade contemporânea. O curso é descrito como uma imersão dividida em temas ligados à vida profissional, pessoal e espiritual dos participantes.

Durante o programa, Cazarré negou que a iniciativa tenha caráter de autoajuda e afirmou que o objetivo é abrir espaço para diálogo sobre masculinidade.

“Eu vejo um congresso, a gente vai conversar e debater. Se fosse autoajuda, por que seria ruim?”, questionou.

O ator também defendeu que homens e mulheres possuem diferenças naturais de comportamento e afirmou querer criar filhos “empáticos, corajosos e viris”.

Já Vera Iaconelli argumentou que modelos tradicionais de masculinidade precisam incorporar mais cuidado e escuta. “Esse homem precisa começar a pensar se ele consegue colocar junto com a masculinidade dele o cuidado”, declarou.

Veja vídeo:

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