Será inaugurado nesta quinta-feira (14), o Centro de Documentação e Memória do Recôncavo, em Candeias, com uma programação especial no Museu do Recôncavo Wanderley Pinho. Desenvolvida em parceria com a Fundação Pedro Calmon, a iniciativa reforça o papel do museu como espaço estratégico de preservação, pesquisa e difusão das memórias e saberes do Recôncavo Baiano.
A escolha da data é simbólica. O 14 de maio, historicamente associado às reflexões críticas sobre os limites da abolição formal da escravatura no Brasil, marca um momento de elaboração da memória, projeção de futuros e fortalecimento das narrativas negras e populares.
A programação tem início às 10h, com a apresentação dos resultados do projeto educativo “Reconvexo do Recôncavo – tecendo redes para expansão de novos olhares sobre a história”, desenvolvido pelo Instituto IDES. A ação reúne práticas formativas e experiências de mediação cultural realizadas com os diferentes públicos do museu e comunidades de oito municípios do entorno.
Ato institucional
A inauguração oficial do Centro de Documentação e Memória do Recôncavo, desenvolvido em parceria com o Centro de Memória da Bahia, acontece a partir das 14h. O espaço contará com uma exposição de cartas, fotografias, livros de atas, jornais e arquivos digitais que expressam práticas sociais e modos de narrar experiências.
O ato contará com a presença de autoridades e representantes de instituições parceiras, como o secretário de Cultura do Estado da Bahia, Bruno Monteiro, que representará o governador Jerônimo Rodrigues; o diretor-geral do IPAC, Marcelo Lemos; o diretor-geral da Fundação Pedro Calmon, Sandro Magalhães; e o diretor do Arquivo Público do Estado da Bahia, Jorge Vieira.
Exposições
A programação inclui, ainda, a abertura das exposições “Fragmentos da Memória”, do Arquivo Público do Estado da Bahia, que reúne documentos e registros que contribuem para a construção das narrativas históricas do território; e “OUNJE ORISÁ – Comida de Orixá”, do artista André Fernandes, instalada na Cozinha do Museu, que apresenta uma investigação fotográfica sobre os sentidos simbólicos e rituais da alimentação nas religiões de matriz africana.
A iniciativa integra um conjunto de ações voltadas à reativação do Museu do Recôncavo Wanderley Pinho, consolidando o equipamento como um espaço comprometido com a escuta, a diversidade e a valorização das memórias coletivas.