Dois casos de hantavírus foram confirmados no Paraná, segundo informações divulgadas pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). Os registros aconteceram nos municípios de Pérola d’Oeste e Ponta Grossa. Além disso, outras 11 ocorrências seguem em investigação no estado.
De acordo com a secretaria, outros 21 casos suspeitos já foram descartados e a doença permanece sob controle no Paraná. O alerta ocorre em meio à repercussão internacional envolvendo casos de hantavirose registrados em um navio de cruzeiro que seguia da Argentina para Cabo Verde e passou a ser monitorado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
Em nota, o secretário estadual da Saúde, César Neves, afirmou que a rede pública está preparada para identificar e tratar rapidamente possíveis novos casos. A Sesa também destacou que não há relação entre os casos registrados no Paraná e o surto monitorado pela OMS no cruzeiro internacional.
A hantavirose é uma doença viral transmitida principalmente pelo contato com urina, fezes e saliva de roedores silvestres infectados. Os sintomas iniciais incluem febre, dores no corpo, dor de cabeça e desconfortos gastrointestinais. Em quadros mais graves, a infecção pode evoluir para complicações respiratórias severas.
Apesar da repercussão recente em torno da doença, especialistas afirmam que não há indícios de risco de uma nova pandemia relacionada ao hantavírus. Diferentemente da Covid-19, a transmissão ocorre principalmente a partir do contato com partículas contaminadas por roedores, especialmente em áreas rurais ou ambientes fechados com pouca ventilação.
Autoridades de saúde ressaltam ainda que a transmissão entre pessoas é considerada extremamente rara. Entre as principais recomendações para prevenção estão manter ambientes limpos e ventilados, evitar contato com roedores, armazenar alimentos de forma adequada e utilizar equipamentos de proteção ao realizar limpeza de locais fechados ou com sinais de infestação.