A Bahia aparece ligeiramente acima da média nacional no novo levantamento do Índice Brasileiro de Conectividade (IBC), divulgado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). O estado registrou 56,74 pontos em 2025, superando o índice médio do Brasil, que avançou de 52,4 para 55,35 pontos, um crescimento de 2,95 pontos no período.
O indicador, que varia de 0 a 100, mede o nível de infraestrutura e acesso aos serviços de telecomunicações no país. Para isso, considera dados da própria Anatel, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), reunindo variáveis como cobertura de redes móveis 4G e 5G, densidade de banda larga fixa de alta velocidade, presença de fibra óptica e competitividade do mercado.
Apesar de ficar acima da média brasileira, a Bahia ainda está distante dos estados mais bem colocados, concentrados principalmente no Sul e Sudeste. No ranking geral, o estado ocupa a 19ª posição entre as unidades da federação. No recorte do Nordeste, aparece atrás de Ceará, Sergipe, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Paraíba, mas à frente de Alagoas, Piauí e Maranhão, mantendo uma posição intermediária na região.
O desempenho reforça um cenário de desigualdade regional na conectividade brasileira, com estados do Norte e Nordeste ainda enfrentando maiores desafios estruturais, enquanto regiões mais desenvolvidas concentram os melhores índices.
Ranking do IBC 2025 (por estado):
Distrito Federal (79,1);
Santa Catarina (77,88);
São Paulo (76,45);
Paraná (73,72);
Rio de Janeiro (73,49);
Rio Grande do Sul (71,85);
Espírito Santo (71,43);
Minas Gerais (68,48);
Ceará (68);
Sergipe (65,76);
Goiás (64,72);
Rio Grande do Norte (64,69);
Pernambuco (63,02);
Mato Grosso do Sul (62,52);
Paraíba (62,01);
Mato Grosso (61,31);
Alagoas (59,57);
Rondônia (58,45);
Bahia (56,74);
Piauí (56,07);
Maranhão (55,56);
Amapá (54,89);
Tocantins (53,73);
Pará (53,05);
Acre (52,43);
Amazonas (46,74);
Roraima (46,53)