A polícia da Coreia do Sul solicitou a prisão de Bang Si-hyuk, presidente da Hybe e responsável pela agência do fenômeno global BTS, por suspeita de obter lucros ilegais equivalentes a cerca de R$ 730 milhões em operações ligadas à abertura de capital da empresa.
Segundo a Agência de Polícia Metropolitana de Seul, o executivo teria violado leis do mercado de capitais ao enganar investidores antes do IPO da Hybe, induzindo-os a vender ações para um fundo de private equity associado a seus parceiros. Após a listagem na bolsa, esse fundo teria vendido sua participação, e Bang teria recebido cerca de 30% dos lucros por meio de um acordo prévio entre acionistas, totalizando aproximadamente 190 bilhões de won.
Bang nega qualquer irregularidade. “Lamentamos que o mandado tenha sido solicitado, apesar de nossa cooperação total e constante com as investigações ao longo de um extenso período. Continuaremos colaborando com os procedimentos legais para esclarecer nossa posição”, afirmou a defesa do executivo, nesta terça-feira (21).
Após a notícia, as ações da Hybe recuaram 2,4%, na contramão do principal índice da bolsa sul-coreana, o KOSPI, que subiu 2,7% no mesmo dia.
A polícia informou ainda que a embaixada dos Estados Unidos em Seul enviou recentemente uma carta pedindo autorização para que Bang pudesse viajar ao país, apesar da proibição de deixar a Coreia do Sul, em vigor desde agosto de 2025. O pedido previa uma liberação temporária para que o executivo participasse de um evento do Dia da Independência americana e discutisse detalhes da turnê global do BTS, que inclui apresentações no Brasil em outubro.
A embaixada americana disse não ter comentários sobre o caso. O pedido de prisão será analisado pela Promotoria do Distrito Sul de Seul e, caso avance, um tribunal deve realizar audiência em até três dias para decidir se decreta a prisão de Bang.