O jornalista Tasso Franco lança nesta quarta-feira (22), em Salvador, o livro de crônicas “A Alma da Senhora Avenida Sete”. O evento acontece a partir das 17h, no Centro de Cultura Vereador Manoel Querino, na Praça Thomé de Souza. A obra celebra a história e a relevância histórica, econômica, social, política e cultural da Avenida Sete de Setembro, via que liga a Ladeira de São Bento ao Farol da Barra, com extensão de 4,6 quilômetros.
“A Avenida Sete, ainda nos dias atuais, passados 111 anos de sua inauguração, continua sendo a mais importante da capital baiana, maior centro do comércio popular do estado a céu aberto e dezenas de shoppings de pequeno, médio e grande portes, concentra uma intensa atividade religiosa e cultural com seis museus, teatro, bibliotecas, o Instituto Geográfico da Bahia e áreas de exposições, enfim, um universo onde se pode ver e conviver com monges e freiras nas praças e ruas e jovens com pranchas de surf e mulher de biquínis”, afirma o autor.
Em seu novo livro, Tasso destaca que, ao longo do tempo, a região concentrou o centro do poder político do estado, abrigando residências e palácios de despachos de governadores, como o Palacete das Mercês e o Palácio da Aclamação. Além disso, foi palco de episódios históricos, como a Independência da Bahia e a Conjuração Baiana.
“O Mosteiro de São Bento, por exemplo, chegou a sediar o quartel-general de invasores holandeses, enquanto os fortes militares próximos participaram de acontecimentos marcantes da história da cidade”, conta o jornalista.
Ao longo de 40 crônicas, o livro aborda festas cívicas, como o 2 de Julho e o 7 de Setembro, além de retratar figuras populares, restaurantes, baianas do acarajé, prédios, monumentos, bondes, paróquias, conventos e o comércio local. Também resgata personagens ligados à construção da via, como J.J. Seabra e Arlindo Fragoso, responsáveis pela obra inaugurada em 1915.
O autor define o livro como um panorama amplo da avenida e de seus frequentadores, reunindo elementos de história, sociologia e antropologia, sem perder o caráter literário da crônica.
“Não é uma obra de história, nem se sociologia ou antropologia. É inevitável, porém, tratar de um sítio com tanta história e que tem muito da raiz da cidade, abordar pontos da história. E nas andanças, nas conversas com os atores que vivem na Sete abordamos questões da sociologia e da antropologia deixando para os estudiosos dessas áreas, se assim quiserem, desbravar ou detalhar esses campos. Nossas observações são apenas de um cronista, de um contador de histórias”, afirma Franco.