Encerrada nesta terça-feira (22) com público recorde de mais de 130 mil visitantes, a Bienal do Livro Bahia 2026 também registrou desempenho histórico nas vendas, impulsionado pela ampliação da área de exposição e pelo maior fluxo de leitores. O resultado foi sentido diretamente nos estandes das editoras, que celebraram crescimento expressivo no faturamento e destacaram os títulos mais procurados pelo público ao longo dos sete dias de evento.
A Companhia das Letras, que abriu na Bienal as comemorações de seus 40 anos, teve aumento de 30% no faturamento e no volume de vendas em relação a 2024. Entre os livros mais vendidos, o primeiro lugar ficou com “A Cabeça do Santo”, de Socorro Acioli, que também protagonizou uma das mesas mais disputadas do evento. Na sequência aparecem “Jantar Secreto e Suicidas”, de Raphael Montes. Logo atrás, figuram “A Seleção” e “A Escolha”, da autora Kiera Cass, publicados pelo selo Seguinte.
Estreante na edição, a Editora Planeta também teve forte desempenho. Os títulos mais procurados foram “Dez Mil Sóis” e “Cabeça na Nuvem”, ambos de Renan Carvalho, além de “Raça Social”, de Bárbara Carine, uma das participantes mais celebradas pelo público.
Na HarperCollins Brasil, o faturamento cresceu 70% em comparação à edição anterior. “A principal palavra que o evento deixa é representatividade”, atesta Daniela Kfuri, diretora de Marketing e Vendas da editora, que também destacou a “animação” diante da presença das escolas. Entre os mais vendidos estão o clássico “O Pequeno Príncipe”, de Antoine de Saint-Exupéry, e “A Guardiã de Pedras”, de Cristina Bomfim. “A gente viu muita procura por sessões temáticas, com destaque para pautas LGBTQ+, autores locais e autores negros que brilharam nos debates e conquistaram o público”, relatou Daniela.

Raphal Montes teve dois de seus livros entre os mais procurados da Bienal 2026 | Foto: FilmArt
O Grupo Ciranda Cultural também registrou boa aceitação, especialmente entre o público cristão. O campeão de vendas foi “Conversa com Deus Pai 2026: 365 reflexões para escutar a voz de Deus em cada dia do ano”, de Amanda Veras, seguido por “Mulheres que Buscam Deus: 365 dias para transformar sua vida na presença de Deus”.
Na tradicional Livraria LDM, cerca de 10 mil exemplares foram vendidos durante o evento. O título mais procurado foi “A Hora da Estrela”, de Clarice Lispector. Na sequência aparecem novamente “A Cabeça do Santo” e “Pequenos Sigilos”, estreia literária de Chico Chico, lançada durante a Bienal. Empatado, surge “Olhos d’Água”, de Conceição Evaristo.
A P55 Edição também superou expectativas, com faturamento cerca de 40% acima da meta. O principal destaque de vendas foi “Cartas de uma Repórter”, de Adriana Oliveira, além do fotolivro “Voltaire Fraga: uma Bahia em movimento”, organizado por Marcelo Campos.
Com recordes de público e vendas, a Bienal do Livro Bahia 2026 encerra sua edição mais bem-sucedida reforçando não apenas o interesse crescente do público pela leitura, mas também a força do mercado editorial no Nordeste.