Polícia pede prisão de fundador da Hybe, agência do BTS, por lucro ilegal milionário

Polícia pede prisão de fundador da Hybe, agência do BTS, por lucro ilegal milionário

Redação Alô Alô Bahia

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José Mion/Alô Alô Bahia

Kim Hong-Ji/Reuters

Publicado em 22/04/2026 às 10:24 / Leia em 2 minutos

A polícia da Coreia do Sul solicitou a prisão de Bang Si-hyuk, presidente da Hybe e responsável pela agência do fenômeno global BTS, por suspeita de obter lucros ilegais equivalentes a cerca de R$ 730 milhões em operações ligadas à abertura de capital da empresa.

Segundo a Agência de Polícia Metropolitana de Seul, o executivo teria violado leis do mercado de capitais ao enganar investidores antes do IPO da Hybe, induzindo-os a vender ações para um fundo de private equity associado a seus parceiros. Após a listagem na bolsa, esse fundo teria vendido sua participação, e Bang teria recebido cerca de 30% dos lucros por meio de um acordo prévio entre acionistas, totalizando aproximadamente 190 bilhões de won.

Bang nega qualquer irregularidade. “Lamentamos que o mandado tenha sido solicitado, apesar de nossa cooperação total e constante com as investigações ao longo de um extenso período. Continuaremos colaborando com os procedimentos legais para esclarecer nossa posição”, afirmou a defesa do executivo, nesta terça-feira (21).

Após a notícia, as ações da Hybe recuaram 2,4%, na contramão do principal índice da bolsa sul-coreana, o KOSPI, que subiu 2,7% no mesmo dia.

A polícia informou ainda que a embaixada dos Estados Unidos em Seul enviou recentemente uma carta pedindo autorização para que Bang pudesse viajar ao país, apesar da proibição de deixar a Coreia do Sul, em vigor desde agosto de 2025. O pedido previa uma liberação temporária para que o executivo participasse de um evento do Dia da Independência americana e discutisse detalhes da turnê global do BTS, que inclui apresentações no Brasil em outubro.

A embaixada americana disse não ter comentários sobre o caso. O pedido de prisão será analisado pela Promotoria do Distrito Sul de Seul e, caso avance, um tribunal deve realizar audiência em até três dias para decidir se decreta a prisão de Bang.

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