A Petrobras reafirmou o interesse em recomprar a Refinaria de Mataripe, na Bahia, privatizada em 2021, durante o governo Jair Bolsonaro. A confirmação foi feita nesta terça-feira (24), por meio de um ofício à Comissão de Valores Mobiliários.
No início desta semana, a CVM ─ autarquia federal que regula e fiscaliza o mercado de capitais ─ tinha questionado a estatal de petróleo sobre declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que havia anunciado a intenção de a empresa recomprar a refinaria baiana, também chamada de Refinaria Landulpho Alves.
Ao lado da presidente da estatal, Magda Chambriard, Lula declarou que a retomada pode levar tempo, mas faz parte dos planos do governo. A fala ocorre em meio a críticas sobre o impacto da privatização nos preços dos combustíveis.
Na semana passada, a refinaria baiana anunciou aumento de até 20% no diesel, enquanto a Petrobras reajustou em 11,7%. Segundo o presidente, unidades privadas tendem a seguir mais de perto a paridade internacional, o que pode elevar os preços ao consumidor.
Privatização
A Refinaria Landulpho Alves é a segunda maior do país e fica no distrito de Mataripe, em São Francisco do Conde, região metropolitana de Salvador. A instalação iniciou as operações em setembro de 1950, sendo a mais antiga do Brasil.
Em 2021, foi vendida à Mubadala Capital, gestora que representa o fundo de investimento do governo de Abu Dhabi. A empresa Acelen foi criada para ser a responsável pela refinaria.
Mataripe tem alcance de refino de 300 mil barris de petróleo por dia, o que equivale a 14% da capacidade total de refino do país. A refinaria tem produtos como óleo diesel, gasolina, querosene de aviação, asfalto, solvente, lubrificantes e gás de cozinha, entre outros.