A maioria dos ministros do Tribunal Superior Eleitoral votou nesta terça-feira (23) para declarar inelegível o ex-governador Cláudio Castro por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. Mesmo após a renúncia ao cargo anunciada na véspera, o julgamento foi mantido.
Até o momento, votaram pela condenação as ministras Estela Aranha e Cármen Lúcia, além dos ministros Floriano de Azevedo Marques e Antônio Carlos Ferreira. O ministro Nunes Marques foi o único, até agora, a divergir.
A ação trata da reeleição de Castro em 2022 e aponta supostas irregularidades envolvendo a Fundação Ceperj e a Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Segundo o Ministério Público Eleitoral e a coligação do então candidato Marcelo Freixo, houve uso da máquina pública para fins eleitorais, com aumento de gastos, criação de programas fora do orçamento e contratação de milhares de pessoas sem concurso.
O caso teve início no Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro, que absolveu Castro e o vice Thiago Pampolha em 2024. Após recurso, o processo chegou ao TSE, onde pode resultar em inelegibilidade por oito anos e perda de mandatos.