Em cartaz nos cinemas brasileiros desde 29 de outubro, 100 Dias leva às telas uma das viagens mais conhecidas da navegação brasileira. Dirigido por Carlos Saldanha, de Rio e A Era do Gelo, o longa combina aventura em alto-mar e drama familiar, inspirado na trajetória de Amyr Klink.
O filme parte do livro Cem Dias entre Céu e Mar, no qual o navegador relata sua expedição de 1984. Aos 28 anos, ele deixou a Namíbia em um pequeno barco a remo para percorrer quase sete mil quilômetros pelo Atlântico Sul, rumo ao litoral da Bahia.
Enquanto enfrenta a imensidão do oceano, Amyr precisa lidar com o isolamento, as condições imprevisíveis do mar e as próprias dúvidas. A história intercala a travessia com lembranças de sua infância e juventude, dando espaço à relação difícil com o pai e às decisões que o levaram até ali.
Filipe Bragança interpreta Amyr Klink e assume boa parte da narrativa em cenas de solidão no barco. Philippine Leroy-Beaulieu, conhecida por Emily em Paris, vive sua mãe, Asa, enquanto Felipe Camargo interpreta Jamil, o pai do navegador, importante nos conflitos familiares apresentados pelo filme.
A tensão surge tanto dos desafios físicos da viagem quanto da distância entre o protagonista e as pessoas que ficaram em terra. O contraste entre a pequena embarcação e o oceano ajuda a transmitir a dimensão da aventura, sem deixar de lado o lado mais íntimo da história.
Para quem gosta de filmes baseados em fatos reais, a produção oferece uma viagem marcada por persistência, medo e escolhas pessoais. Também pode interessar a quem prefere dramas sobre relações familiares, já que a jornada pelo mar divide espaço com as memórias do personagem.
Com a travessia histórica como ponto de partida, 100 Dias apresenta uma história brasileira pouco comum nas telas de cinema. É uma opção para quem procura aventura com uma dimensão humana, em vez de um relato concentrado apenas nas dificuldades da expedição.