Uma confeiteira da Bahia chamou a atenção nas redes sociais ao fazer um desabafo sobre uma situação que tem se tornado frequente entre profissionais da área: clientes que encomendam bolos usando como referência imagens criadas por inteligência artificial (IA).
Júlia Alencar, conhecida nas redes sociais pelo perfil @juliaalencar05, explicou que muitas dessas imagens apresentam decorações difíceis ou até inviáveis de reproduzir manualmente, o que acaba provocando frustração tanto nos clientes quanto nas confeiteiras.
“Hoje em dia, nós recebemos muitas inspirações de bolos de IA. Eu tento fazer o bolo o mais parecido possível com a referência que o cliente me mandou, mas sei que nunca vou conseguir fazer exatamente igual”, afirmou.
Segundo a profissional, mesmo quando a referência é uma fotografia de um bolo real, pequenas diferenças são inevitáveis, já que a decoração envolve técnicas artesanais.
“Não dá para fazer exatamente igual nem a uma inspiração real, imagina uma de IA”, desabafou.
Júlia contou ainda que alguns clientes esperam resultados praticamente idênticos aos das imagens artificiais, mesmo quando afirmam que elas servem apenas como inspiração.
“Dá para ver a decepção do cliente. E nós, como profissionais, acabamos ficando frustradas, por achar que não fizemos um bom trabalho”, relatou.
Diante da situação, a confeiteira pediu mais compreensão dos consumidores e sugeriu que as referências sejam buscadas em fotografias de bolos reais, disponíveis em plataformas como Instagram, Pinterest e TikTok.
“Peguem leve com as confeiteiras, evitem essas pesquisas com IA, porque é difícil para a gente reproduzir. Vamos procurar inspirações reais e bonitas, que a gente está precisando”, declarou.
O desabafo encontrou apoio de outras profissionais. Nos comentários, confeiteiras relataram experiências semelhantes e disseram que costumam alertar os clientes sobre a impossibilidade de reproduzir fielmente determinadas imagens.
A discussão também alcançou profissionais de outras áreas, como crochê, costura, maquiagem e penteados, que afirmaram enfrentar dificuldades com pedidos inspirados em criações de inteligência artificial.