O chamado “ciclone monstro” tem chamado a atenção pelas dimensões e pela força dos ventos. Trata-se do supertufão Champi, que atingiu ventos sustentados de aproximadamente 296 km/h e se tornou uma das tempestades tropicais mais intensas de 2026. O fenômeno avança pelo Oceano Pacífico Ocidental e mantém autoridades asiáticas em alerta para possíveis impactos.
Apesar da repercussão nas buscas do Google, não há previsão de que o Champi atinja o Brasil. O sistema está distante do território brasileiro e tem trajetória prevista em direção à região de Taiwan, ao leste da China e ao sul do Japão. As projeções podem mudar conforme a evolução das condições meteorológicas.
Por que o fenômeno é chamado de ‘ciclone monstro’?
A expressão não é uma classificação meteorológica oficial. O apelido faz referência à intensidade do supertufão, que chegou ao equivalente à categoria 5 da escala Saffir-Simpson, utilizada para classificar furacões de acordo com a velocidade dos ventos.
Segundo informações divulgadas pela Nasa, o Champi registrou ventos sustentados de 296 km/h em 20 de outubro. A pressão atmosférica no centro do sistema chegou a aproximadamente 895 hectopascais, outro indicador da intensidade da tempestade.
A rápida intensificação também contribuiu para a notoriedade do fenômeno. Em determinado período, a velocidade dos ventos aumentou significativamente em apenas 24 horas, tornando o sistema uma das principais preocupações meteorológicas no Pacífico Ocidental.
Quais países podem ser afetados?
A trajetória prevista do Champi mantém a atenção voltada para Taiwan, o leste da China e o sul do Japão. Entre os principais riscos associados à passagem do sistema estão chuvas intensas, ventos fortes, ondas elevadas e possíveis inundações em áreas vulneráveis.
A aproximação da tempestade já provocou transtornos no transporte aéreo asiático. Segundo a CNN Brasil, mais de 200 voos foram cancelados em meio aos impactos do fenômeno, afetando milhares de passageiros.
As autoridades locais acompanham o deslocamento do sistema e podem atualizar os alertas conforme a trajetória e a intensidade dos ventos. A previsão de impactos varia de acordo com a distância entre o centro da tempestade e as áreas habitadas.
O que é um supertufão?
Ciclones tropicais são sistemas de baixa pressão que se formam sobre águas oceânicas quentes e podem produzir ventos intensos e chuvas volumosas. Os nomes furacão e tufão designam fenômenos da mesma natureza, mas são utilizados em regiões diferentes do planeta.
O termo “furacão” é empregado principalmente no Atlântico e no nordeste do Pacífico. Já “tufão” é utilizado para sistemas que se formam no noroeste do Oceano Pacífico, região onde está o Champi.
A classificação de supertufão é utilizada para sistemas particularmente intensos nessa região. O Champi chegou a apresentar ventos sustentados próximos de 300 km/h, patamar que evidencia a força do fenômeno.
O Brasil pode ser atingido pelo ‘ciclone monstro’?
Não há previsão de que o supertufão Champi chegue ao Brasil. O sistema está no Pacífico Ocidental, a milhares de quilômetros do território brasileiro, e sua trajetória prevista está direcionada à região asiática.
Isso não significa, porém, que o Brasil esteja livre de outros fenômenos meteorológicos intensos. O país pode registrar ciclones extratropicais, especialmente no Sul, que são diferentes dos tufões tropicais do Pacífico e podem provocar chuvas fortes, rajadas de vento e mudanças bruscas de temperatura.
Por isso, a orientação é acompanhar os avisos do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e as atualizações da Defesa Civil para a região onde se vive. A ocorrência de um fenômeno intenso na Ásia não significa que seus efeitos se estenderão ao Brasil.