Karina Bacchi completa 50 anos nesta quinta-feira (8) após construir uma trajetória bem diferente da que marcou sua passagem pela televisão. Conhecida por novelas, realities e trabalhos como apresentadora e repórter, a artista hoje concentra a carreira nas redes sociais, onde atua como influenciadora cristã, escritora, palestrante e empresária. Segundo o jornal Extra, no Instagram, ela reúne quase 10 milhões de seguidores.
A carreira artística começou no início dos anos 2000, depois de Karina trabalhar como modelo. Ela participou de produções como “Vidas cruzadas”, “Pícara Sonhadora”, “Marisol” e “Agora é que são elas”, até ganhar maior projeção como Tina, em “Da cor do pecado”, de 2004. Nos realities, também conquistou espaço ao vencer a primeira edição da “Dança dos famosos”, em 2005, participar de “Simple life: Mudando de vida”, em 2007, e conquistar o prêmio de “A fazenda 2”, em 2009.
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A mudança mais marcante veio com a aproximação de Karina com o cristianismo. Ela deixou a atuação e passou a produzir conteúdo voltado à fé, relatando como suas convicções religiosas influenciaram decisões pessoais e profissionais. Entre seus principais projetos atuais está o “+Forte Podcast”, no YouTube, que recebe convidados para conversas sobre religião, família, maternidade, comportamento e desenvolvimento pessoal. O programa já teve participações do ex-paquito Alexandre Canhoni e de Célia Soul, do Fat Family.
A nova fase também se estendeu aos negócios. Karina divulga os livros “+Forte e corajosa” e “+Forte na fé — 100 devocionais para fortalecer sua intimidade com Deus”, além do perfume Aviv Gold by Karina e do suplemento Slim Up Gold. A agenda inclui ainda palestras, transmissões no YouTube e uma caravana para Israel prevista para junho de 2027, da qual será uma das líderes, com programação que prevê momentos de oração em pontos turísticos da Terra Santa.
Na vida pessoal, Karina se tornou mãe de Enrico em 2017, após fertilização in vitro, antes de se relacionar com Amaury Nunes. Os dois se casaram em 2018 e terminaram em 2022. Depois da separação, Amaury buscou na Justiça o reconhecimento da paternidade socioafetiva do menino. Em 2024, o Tribunal de Justiça de São Paulo manteve a decisão de primeira instância que havia negado o pedido. O processo tramita em segredo de Justiça.
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A mudança de posicionamento também trouxe controvérsias. Em 2022, Karina foi criticada por comentários sobre a reação de Giovanna Ewbank ao defender os filhos Titi e Bless de ataques racistas em Portugal. Depois da repercussão, ela pediu desculpas e afirmou que não compactuava com o racismo. Mais recentemente, suas manifestações religiosas voltaram a gerar debates. Em 2025, criticou o show de Lady Gaga em Copacabana e disse ter identificado referências a um “culto a satanás”. Em abril de 2026, citou também Taylor Swift e Katy Perry ao falar sobre supostos “pactos com as trevas” e referências ocultistas em apresentações.
Em uma publicação no Instagram, Karina resumiu a transformação que diz ter vivido ao longo dos últimos anos. “Eu já servi as trevas, mesmo achando que eu era uma boa pessoa”, afirmou, antes de relatar comportamentos que considera parte de sua antiga vida. No mesmo depoimento, disse que mudou após decidir “amar a Deus sobre todas as coisas” e descreveu o processo como uma experiência de arrependimento e aproximação com a fé. “Mas o mais lindo aconteceu. Jesus ficou e eu me enxerguei, me envergonhei, me arrependi, fui lavada, curada e então venci”, declarou.
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