Com Agatha Moreira, filme gravado na Bahia é destaque no Festival do Rio

Com Agatha Moreira, filme gravado na Bahia é destaque no Festival do Rio

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

Luana Veiga

Antonny Carvalho

Publicado em 08/10/2026 às 11:50

O sertão nordestino chega ao Festival do Rio com uma história marcada por vingança, desejo, honra e destino. O longa-metragem Tempo à Faca, história original de Ruy Guerra, dirigida por Diogo Oliveira e produzida pela Têm Dendê Produções, terá uma sessão especial nesta sexta-feira (9), no Estação Gávea, no Rio de Janeiro.

Gravado entre Juazeiro, na Bahia, e Petrolina, em Pernambuco, o filme reúne no elenco nomes como Agatha Moreira, Uiliana Lima, Irandhir Santos, Vertin Moura, Marcelo Flores e Júlio Adrião. A produção iniciou sua trajetória pelos festivais no último dia 15 de setembro, quando foi exibida no Festival de Cinema de Brasília.

Ambientado no sertão, Tempo à Faca apresenta duas histórias que se cruzam por temas como desejo, vingança e as escolhas que podem mudar o rumo de uma vida.

Uma delas acompanha Neta, interpretada por Agatha Moreira. Ela percorre as estradas em busca de vingança, mas acaba diante da possibilidade de seguir por um caminho diferente ao lado de Solange, vivida por Uiliana Lima.

A segunda história gira em torno de Deodato Cruz, personagem de Júlio Adrião. Um velho jagunço, ele retorna ao povoado onde nasceu para cumprir uma promessa feita à esposa antes de sua morte.

A produção aposta em uma espécie de western à brasileira, batizado de “Nordestern”, e busca inspiração no Cinema Novo e na própria obra de Ruy Guerra. Para a produtora executiva Vânia Lima, o filme propõe uma reflexão sobre as escolhas e sobre a influência do tempo na trajetória de cada personagem.

“Tempo à Faca” também marca o encontro entre a tradição do cinema brasileiro e um olhar contemporâneo. Diogo Oliveira trabalhou durante boa parte de sua carreira ao lado de Ruy Guerra e agora leva para as telas uma história que revisita elementos presentes na obra do cineasta a partir de uma nova perspectiva.

“Torcer pela mudança ou pelo destino predeterminado dos personagens é o convite deste filme”, explica Vânia Lima.

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