O cancelamento de duas apresentações de Pablo nos Estados Unidos provocou um desentendimento público entre a equipe do cantor e a produtora responsável pelos eventos. Acusado de descumprir um acordo e causar prejuízo financeiro ao contratante, o artista se manifestou por meio de sua assessoria, que atribuiu a suspensão dos shows a problemas no processo migratório. A empresa negou que a decisão tenha sido tomada unilateralmente pelo cantor.
As apresentações estavam previstas para esta sexta-feira (2), em Boston, e sábado (3), em Newark, como parte da Turnê EUA 2026, anunciada em parceria com Eduardo Costa. Um dos setores de uma das apresentações já havia esgotado os ingressos. A controvérsia começou quando a Schuina Productions, responsável pela produção dos eventos, acusou publicamente Pablo de não cumprir o compromisso firmado. Segundo o empresário Adilson Alves Schuina, os gastos com a viagem já estavam pagos quando ele foi informado de que o cantor não embarcaria.
Em nota, a M&P Produções, escritório que administra a carreira de Pablo, afirmou que a equipe viajaria na quarta-feira (30), ao meio-dia, mas profissionais considerados essenciais para a realização dos shows tiveram os vistos negados. Outros integrantes, segundo a empresa, só receberam os passaportes naquela mesma data. “É importante esclarecer que a impossibilidade de realização das apresentações decorre de circunstâncias supervenientes e alheias à vontade do artista e de sua equipe, relacionadas exclusivamente ao processo migratório, não decorrendo de qualquer decisão unilateral ou conduta atribuível ao artista e sua equipe”, declarou o escritório. Pablo e seus representantes também lamentaram o cancelamento e agradeceram a compreensão do público.
A justificativa, porém, foi contestada por Adilson Schuina. O empresário afirmou possuir documentos que comprovariam a regularidade dos procedimentos necessários para a entrada da equipe nos Estados Unidos. De acordo com ele, mais de US$ 88 mil, aproximadamente R$ 455 mil na cotação mencionada pela publicação, já haviam sido gastos. A quantia incluiria 50% do cachê, custos com petições e passagens aéreas em classe executiva para Pablo, sua mulher e o empresário Mário Paim.
Adilson também relatou que recebeu de Mário a informação de que os integrantes não embarcariam e que uma apresentação no Brasil teria sido sugerida como alternativa. Ao rebater a alegação de problemas migratórios, afirmou: “Tenho as petições aprovadas, eu tenho os passaportes com os vistos, eu tenho os prints do consulado de que foram retirados os passaportes, tudo certinho”. Até o momento, a produtora sustenta que a documentação estava regularizada e aponta descumprimento contratual, enquanto a equipe do cantor atribui a suspensão dos compromissos a entraves migratórios.