Salvador recebe espetáculos da Cia Favelinha e batalha de dança gratuita

Salvador recebe espetáculos da Cia Favelinha e batalha de dança gratuita

Redação Alô Alô Bahia

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José Mion/Alô Alô Bahia

Wallan Santos

Publicado em 28/09/2026 às 14:48

A Cia Favelinha chega a Salvador em outubro com uma nova etapa da turnê nacional Favelinha na Estrada, que percorre 16 estados brasileiros entre 2026 e 2027. Nos dias 9 e 10 de outubro, o projeto apresenta na capital baiana os espetáculos Gambiarra e Brinco de Ouro, além da batalha de dança Disputa Nervosa Nacional, reunindo dança, cultura urbana e expressões das periferias brasileiras.

Na sexta-feira (9), o Teatro Jorge Amado, na Pituba, recebe as duas montagens. Gambiarra será apresentada às 18h30, seguida de Brinco de Ouro, às 20h. Os ingressos para os espetáculos custam a partir de R$ 5.

Inspirada no livro “O Amor é Marginal”, de Thamara Selva, e dirigida por Léo Garcia, Gambiarra parte de experiências cotidianas das periferias para abordar temas como afeto, memória, religiosidade e transformação. A montagem combina danças funk e manifestações populares com audiovisual, artes visuais e recursos de acessibilidade.

Gambiarra | Foto: Virginia Dandara

Já Brinco de Ouro reúne sete artistas da Cia Favelinha em uma criação atravessada por referências afro-diaspóricas e linguagens como capoeira, samba, vogue, passinho e rebolado. Também com direção de Léo Garcia, o espetáculo se inspira no conceito de tempo espiralar da pesquisadora Leda Martins para tratar de memória, ancestralidade e cultura negra.

No sábado (10), a programação segue para o Largo Tereza Batista, no Centro Histórico, onde acontece, às 16h, a Disputa Nervosa Nacional. Com entrada gratuita, a batalha reúne artistas e comunidades em uma celebração das danças urbanas e da cultura funk. As inscrições podem ser realizadas por meio de formulário online.

Criada a partir do Centro Cultural Lá da Favelinha, no Aglomerado da Serra, em Belo Horizonte, a Cia Favelinha se consolidou pela conexão entre dança, cultura urbana e transformação social. O grupo desenvolve trabalhos que dialogam com ancestralidades, experiências coletivas e diferentes linguagens das periferias brasileiras.

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