Aos 100 anos, dançarino lidera flash mob com mais de 200 pessoas em ação contra o Alzheimer

Aos 100 anos, dançarino lidera flash mob com mais de 200 pessoas em ação contra o Alzheimer

Redação Alô Alô Bahia

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Redação Alô Alô Bahia

Newsquest Worcester News

Publicado em 26/09/2026 às 09:36

Aos 100 anos, o dançarino britânico Bernard Gilbert liderou um flash mob com mais de 200 pessoas no centro de Worcester, na Inglaterra, no último sábado (19). A ação foi realizada para arrecadar recursos para a Alzheimer’s Research UK, instituição que financia pesquisas sobre a doença.

Vestido com camisa vermelha e gravata branca, Bernard ficou à frente do grupo durante uma coreografia ao som de “King of the Road”, clássico de Roger Miller. Integrantes do coral Got2Sing e moradores da Fernhill House Care Home, onde ele vive, participaram da apresentação. Para o evento, o grupo ensaiou quatro coreografias antes de se apresentar no centro da cidade.

“Foi um evento maravilhoso e a multidão fez bem em conseguir me acompanhar”, brincou o centenário após a apresentação. O momento terminou sob aplausos do público que acompanhava a ação.

De jogador de rúgbi a dançarino

A dança entrou na vida de Bernard aos 16 anos, depois que ele quebrou a perna durante uma partida de rúgbi, em 1942. Após a recuperação do osso, os músculos continuaram comprometidos e os médicos recomendaram exercícios. Foi então que sugeriram que ele tentasse dançar.

Inicialmente, Bernard não gostou da ideia. Um amigo, porém, o levou a uma aula. Ele ficou parado na porta até que a professora o chamou para entrar. A experiência acabou mudando sua trajetória, e ele passou a praticar diferentes estilos, como foxtrote e jive.

Aos 74 anos, Bernard tornou-se professor de dança, decisão tomada após a morte da esposa, que também era sua parceira nos bailes.

Vídeos nas redes sociais

Morador da Fernhill House Care Home, Bernard continua dançando e participando de atividades com outros residentes. Vídeos de suas apresentações na casa de repouso alcançaram mais de 1,5 milhão de visualizações nas redes sociais.

“Eu amo dançar. Quando entro na pista, esqueço de tudo. Só me concentro no que estou fazendo. Isso me faz sentir vivo”, afirmou Bernard em entrevista à BBC.

Para ele, a dança também exige concentração e memória, já que é preciso memorizar os passos e acompanhar a sequência durante toda a música. “É preciso lembrar das coisas, você não pode simplesmente pegar e fazer, porque precisa se concentrar no que está fazendo”, explicou.

No flash mob, a experiência reuniu música, dança e solidariedade em uma apresentação que levou o centenário novamente ao centro das atenções em Worcester.

 

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