A Empresa de Limpeza Urbana de Salvador (Limpurb) começou a testar um novo modelo de lixoduto feito de fibra de vidro em áreas da capital baiana onde a geografia dificulta a coleta tradicional de resíduos. A iniciativa faz parte de um projeto-piloto que busca modernizar as estruturas e facilitar tanto a instalação quanto a manutenção dos equipamentos.
Salvador tem ao menos sete lixodutos antigos, construídos em concreto armado. Nesta primeira etapa, cinco equipamentos de fibra de vidro serão testados antes de uma possível substituição das estruturas antigas e da ampliação do sistema.
Segundo Augusto Guanaes Farias, diretor de Operações da Limpurb, os lixodutos são utilizados principalmente em locais de difícil acesso para os caminhões de coleta ou onde não é possível instalar uma caixa de resíduos próxima à comunidade.
“O lixoduto tem como finalidade principal resolver uma questão de logística. Geralmente, esses equipamentos são instalados em áreas onde há dificuldade para a chegada de um caminhão de coleta ou para a instalação de uma caixa próxima daquela comunidade ou localidade”, explica.
O primeiro novo equipamento foi instalado no Garcia, acompanhado de uma caixa de coleta na parte inferior. Outros dois pontos já estão previstos nos Barris, em frente à Ferreira Costa, onde há registro de descarte irregular de resíduos em uma encosta, e na BR-324, na saída de São Caetano, também em uma área com ocorrência de descarte de lixo.
A Prefeitura ainda estuda outros locais para receber os equipamentos, incluindo áreas do Subúrbio e de Águas Claras. Nesta última região, uma das possibilidades fica próxima à nova rodoviária, mas as obras em andamento interferem no acesso dos caminhões à caixa de coleta. Por isso, a Limpurb ainda avalia a melhor solução.
O lixoduto funciona como uma espécie de canaleta, semelhante a um tobogã, instalada em um ponto mais alto da encosta. Os resíduos deslizam pela estrutura até uma caixa localizada em uma área mais baixa, de onde são recolhidos normalmente pelos caminhões e encaminhados para o Aterro Metropolitano Centro.
A mudança de material é uma das principais novidades do projeto. Os antigos lixodutos são feitos de concreto armado e ficam expostos ao sol, à chuva e ao atrito provocado pelo descarte dos resíduos, o que provoca desgaste ao longo do tempo. Já a fibra de vidro é mais leve, facilitando o transporte, a instalação e a manutenção das estruturas, especialmente em áreas de encosta.
O equipamento deve receber apenas resíduos domiciliares. Restos de obras e outros materiais da construção civil não devem ser descartados no local, pois podem danificar o sistema de compactação dos caminhões. Também não é recomendado colocar objetos volumosos ou materiais que possam ficar presos na estrutura. A orientação é que o lixo seja acondicionado em sacos plásticos antes de ser colocado no lixoduto.