Agricultor paranaense posa como drag queen para ensaio que retrata homofobia sofrida pelo filho

Agricultor paranaense posa como drag queen para ensaio que retrata homofobia sofrida pelo filho

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

João Bertonie

Reprodução / Danilo Zocatelli

Publicado em 14/09/2026 às 18:47

Um agricultor do interior do Paraná virou protagonista de um ensaio fotográfico sobre homofobia, masculinidade e relações familiares. Na série “Querido Pai”, criada pelo artista Danilo Zocatelli, ele aparece caracterizado como drag queen em diferentes situações do cotidiano rural da família, como andando de moto, jogando futebol e realizando atividades no sítio.

A ideia nasceu das memórias de Danilo, que cresceu em uma fazenda e enfrentou episódios de homofobia durante a infância e a adolescência. Ao montar o pai como drag, o artista propõe uma inversão de papéis e revisita a própria relação com ele. “Você embarcou nessa jornada comigo, segurando minhas mãos e, pela primeira vez, me deixando assumir o controle. Nós trocamos de papéis, nos tornamos parceiros, colaboradores, amigos, iguais, pai e filho, filho e pai”, escreveu Danilo, em carta aberta dedicada ao pai.

Reprodução / Danilo Zocatelli

O projeto, que já passou por eventos internacionais e pelo Festival de Fotografia de Tiradentes, ganhou uma exposição individual na galeria O Jardim, em São Paulo. A mostra foi inaugurada no último sábado (12) e fica em cartaz até 17 de outubro.

Nas redes sociais, a história também ganhou grande repercussão e foi recebida com carinho pelos internautas. Uma publicação sobre o ensaio acumulou dezenas de milhares de curtidas no X. “Não consigo ler, tá em pai presente”, brincou uma pessoa. “Um homem de coragem, apoiar o filho é tudoooo. Deus abençoe eles, muita luz para essa família”, escreveu outra.

Reprodução / Danilo Zocatelli

A série também marca uma espécie de ressignificação das experiências vividas pelo artista. “Tenho orgulho de ter me tornado quem sou e de como enfrentei minha sexualidade”, afirmou Danilo ao falar sobre o processo de transformar lembranças dolorosas em um trabalho construído ao lado do pai.

Reprodução / Danilo Zocatelli

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