“Em último caso, compra o ingresso”: Nelson Motta provoca público de Salvador em coluna

“Em último caso, compra o ingresso”: Nelson Motta provoca público de Salvador em coluna

Redação Alô Alô Bahia

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José Mion/Alô Alô Bahia

Reprodução

Publicado em 11/09/2026 às 12:55

Salvador entrou na mira de uma provocação de Nelson Motta publicada nesta quinta-feira (11) em sua coluna no jornal O Globo. Ao discutir a paixão brasileira por aquilo que é oferecido gratuitamente, o jornalista e escritor usou a capital baiana como exemplo de um comportamento que, segundo ele, ajuda a explicar a dificuldade de alguns shows em vender todos os ingressos antecipadamente.

A explicação de Motta é direta e bem-humorada. “Em Salvador, é difícil vender as lotações dos shows antecipadamente”, escreveu. Segundo ele, parte do público prefere esperar até a última hora na expectativa de conseguir uma entrada sem precisar comprar. “O pessoal espera até o último momento que um amigo de um amigo, ou Iemanjá, consiga-lhe um convite. E, em último caso, compra o ingresso”, completou.

Na coluna intitulada “O preço da boca livre”, Motta parte do conhecido “de graça, até injeção na testa” para refletir sobre o gosto nacional por comida, bebida, festas, shows e outros benefícios sem pagamento.

O colunista relaciona esse comportamento à chamada Lei de Gérson, expressão popularizada para definir a ideia de levar vantagem sempre que possível. Na visão dele, a “boca livre” não seria necessariamente uma questão de necessidade financeira e chega a afirmar que os ricos estão entre os que mais gostam desse tipo de benefício.

Para Motta, a questão central é que não existe “boca livre” verdadeiramente de graça. Alguém sempre paga a conta e, em determinados casos, a contrapartida pode ser muito mais cara do que o valor de uma entrada.

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