A Bienal do Livro do Rio de Janeiro lança, neste mês de setembro, um novo projeto para incentivar a leitura e ampliar sua atuação também nos anos em que o festival não é realizado. Batizada de Estação Bienal, a iniciativa promoverá encontros entre leitores e escritores, com foco inicial em autores internacionais.
A primeira edição acontece no dia 9 de setembro, no Teatro Clara Nunes, no Shopping da Gávea, no Rio de Janeiro, e terá como convidada a escritora britânica Alice Oseman, autora da série Heartstopper.
Os fãs poderão acompanhar um bate-papo com a escritora e, a depender da modalidade de ingresso escolhida, participar de sessão de autógrafos. A estreia da Estação Bienal é realizada em parceria com a Companhia das Letras, por meio do selo Seguinte.
Segundo Bruno Henrique, diretor de Marketing e Conteúdo da GL events Exhibitions, que realiza a Bienal do Livro do Rio ao lado do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL), a intenção inicial é trazer ao projeto escritores estrangeiros que costumam ter menos oportunidades de contato direto com o público brasileiro.
“A gente quer criar esse produto para aproximar autores mais difíceis do seu público, com certa periodicidade que ainda será definida”, afirmou à Agência Brasil.
Alice Oseman abre o projeto
Alice Oseman está entre os nomes mais pedidos pelos leitores nas edições da Bienal do Livro. A oportunidade de trazê-la ao país surgiu a partir da disponibilidade da escritora e da parceria com a Companhia das Letras.
A britânica é autora e ilustradora de Heartstopper, série de graphic novels que conquistou leitores ao redor do mundo e ganhou uma adaptação de sucesso na Netflix. Suas obras abordam temas relacionados à juventude, relacionamentos e questões LGBTQIA+.
Para o encontro no Rio, os ingressos estão divididos em três categorias. A opção para acompanhar apenas o bate-papo custa R$ 85 (meia) e R$ 170 (inteira). Há ainda modalidades que incluem um exemplar previamente autografado de Heartstopper 6 e participação na sessão de autógrafos, com valores que chegam a R$ 399,90.
Também será oferecida meia-entrada social mediante a doação de um livro em bom estado, que será destinado a uma instituição apoiada pela Bienal do Livro.
Projeto será itinerante
A proposta é que a Estação Bienal seja itinerante e ocupe diferentes teatros, centros culturais e outros espaços do Rio de Janeiro. Cada edição terá um autor e uma obra como protagonistas.
A organização já negocia a participação de outro escritor internacional e pretende realizar uma segunda edição do projeto ainda em 2026, mas o nome ainda não foi divulgado.
Além da Estação Bienal, a organização mantém iniciativas de incentivo à leitura ao longo do ano, como o Bienal nas Escolas, além de projetos realizados em parceria com instituições e comunidades.
Entre eles estão o Ler Tá no Sangue, desenvolvido com o Hemorio; o Embarque na Leitura, que distribui livros no metrô do Rio; e o Invasão dos Livros, realizado em parceria com a Voz das Comunidades, no Complexo do Alemão.
A intenção, segundo Bruno Henrique, é ampliar a presença da Bienal para além do período do evento e alcançar novos públicos. “O propósito é ir caminhando no sentido de tornar cada vez mais o Brasil um país leitor”, afirmou.