Empresa dos EUA apresenta proposta de SAF de R$ 2 bilhões para gigante do futebol brasileiro

Empresa dos EUA apresenta proposta de SAF de R$ 2 bilhões para gigante do futebol brasileiro

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

Gabriel Moura

Divulgação

Publicado em 01/09/2026 às 11:23 / Leia em 5 minutos
Casa de Apostas
Conteúdo oferecido por Casa de Apostas

A proposta da SDC Sports para assumir 80% da SAF do Santos foi apresentada pela primeira vez diretamente aos conselheiros do clube. Representantes da empresa americana estiveram na Vila Belmiro na noite de segunda-feira (31) para detalhar o projeto e responder a questionamentos sobre a possível aquisição.

Os sócios Diego Garcia e Michael Lipman conduziram a apresentação ao Conselho Deliberativo. Também participaram Jesse Fioranelli, que deverá assumir a diretoria de futebol caso o negócio seja concluído, e o analista financeiro Can Keles. Pela parte envolvida na negociação, estavam ainda Cecilia Tuneu, da XP, responsável por assessorar o Santos no processo de venda, e representantes da Rothschild & Co., que trabalham com a SDC.

Santos e SDC assinaram em 7 de agosto um term sheet, documento não vinculante que formaliza a negociação e garante exclusividade à empresa durante o processo. Após a reunião, Garcia e Lipman conversaram com o Sport Insider, enquanto conselheiros relataram dúvidas sobre os termos da proposta. Durante a apresentação, os investidores dividiram o projeto em três etapas chamadas de “convicção, transição e selo santista” e citaram Ajax e River Plate como referências na combinação entre formação de jogadores e desempenho esportivo.

Os representantes da SDC também avaliaram a estrutura do Santos. Segundo eles, a infraestrutura atual “não sustenta o potencial de formação de atletas” e “não suporta grandes jogos”. Os investidores já haviam visitado instalações do clube em viagens anteriores e assistido a uma partida na Vila Belmiro. Ao final da apresentação, a XP informou que 62 grupos foram prospectados e avaliados durante o processo de busca por investidores. O número caiu para 15 e, posteriormente, para seis finalistas, até a escolha da SDC. Os outros interessados não foram identificados, e conselheiros manifestaram interesse em conhecer as demais propostas.

A SDC Sports é uma limited liability company (LLC) sediada na Califórnia, estrutura societária semelhante à sociedade limitada brasileira. Os investidores afirmam que a empresa reúne capital próprio e recursos de family offices, modelo que, segundo Lipman, diferencia a operação de um fundo tradicional que costuma trabalhar com a revenda de ativos em determinado período. Os nomes das famílias que financiam a SDC não foram divulgados. A única investidora conhecida publicamente é Lauren Santo Domingo, cofundadora da Saint-Dominique Capital, controladora da SDC. “Eles acreditam na nossa tese de investir em ativos históricos e tradicionais. É isso, direto ao ponto. Eles acreditam na nossa tese e nos operadores”, afirmou Lipman.

A negociação ainda enfrenta um obstáculo no estatuto do Santos. Atualmente, o documento determina que pelo menos 51% de uma eventual SAF permaneçam sob controle da associação civil Santos Futebol Clube. Para permitir a venda de 80% das ações, será necessária uma alteração estatutária. Conselheiros que participaram da reunião disseram que o presidente Marcelo Teixeira pediu a palavra em pelo menos três momentos para destacar que “o Conselho precisa tomar as providências” para que o negócio avance. Antes da assinatura do term sheet, o clube passou por cinco meses de due diligence, conduzida por Rothschild & Co., Alvarez & Marsal, EXA Capital e Bichara e Motta Advogados. Uma nova rodada de análise será realizada antes da assinatura dos contratos definitivos.

A SDC Sports é uma limited liability company (LLC) sediada na Califórnia, estrutura societária semelhante à sociedade limitada brasileira. Os investidores afirmam que a empresa reúne capital próprio e recursos de family offices, modelo que, segundo Lipman, diferencia a operação de um fundo tradicional que costuma trabalhar com a revenda de ativos em determinado período. Os nomes das famílias que financiam a SDC não foram divulgados. A única investidora conhecida publicamente é Lauren Santo Domingo, cofundadora da Saint-Dominique Capital, controladora da SDC. “Eles acreditam na nossa tese de investir em ativos históricos e tradicionais. É isso, direto ao ponto. Eles acreditam na nossa tese e nos operadores”, afirmou Lipman.

A negociação ainda enfrenta um obstáculo no estatuto do Santos. Atualmente, o documento determina que pelo menos 51% de uma eventual SAF permaneçam sob controle da associação civil Santos Futebol Clube. Para permitir a venda de 80% das ações, será necessária uma alteração estatutária. Conselheiros que participaram da reunião disseram que o presidente Marcelo Teixeira pediu a palavra em pelo menos três momentos para destacar que “o Conselho precisa tomar as providências” para que o negócio avance. Antes da assinatura do term sheet, o clube passou por cinco meses de due diligence, conduzida por Rothschild & Co., Alvarez & Marsal, EXA Capital e Bichara e Motta Advogados. Uma nova rodada de análise será realizada antes da assinatura dos contratos definitivos.

Compartilhe

Alô Alô Bahia Newsletter

Inscreva-se grátis para receber as novidades e informações do Alô Alô Bahia