Salvador vive uma fase de forte valorização no mercado imobiliário, e o movimento também vem mudando a forma de atuação dos corretores. Em 2025, os imóveis residenciais da capital baiana tiveram alta de 16,25%, o maior avanço entre as 56 cidades acompanhadas pelo Índice FipeZAP.
Com mais informações disponíveis na internet, quem procura um imóvel chega às negociações já sabendo comparar preços, bairros, metragem e empreendimentos. Na prática, o corretor passou a ter menos espaço para ser apenas o intermediário da venda e ganhou uma função mais estratégica.
“O mercado está mais dinâmico e o cliente chega muito mais informado”, explica Thaís Marcolini, sócia-diretora da Affonso Henriques Imobiliária. Para ela, conhecimento sobre a região, leitura de tendências e capacidade de entender o perfil de cada comprador se tornaram diferenciais importantes.
A mudança também aparece no desempenho do setor. Segundo dados da Ademi-BA, o mercado imobiliário baiano registrou, em janeiro de 2026, alta de 41% no Valor Geral de Vendas (VGV) em comparação com o mesmo período do ano anterior.
Com o cenário aquecido, o trabalho do corretor vai além de apresentar imóveis. O profissional precisa ajudar o cliente a filtrar opções, avaliar oportunidades e entender os possíveis desafios de cada escolha, seja para morar ou investir.
“O cliente não busca apenas alguém que abra a porta de um imóvel. Ele espera que o corretor conheça a região, saiba identificar oportunidades e consiga mostrar os pontos positivos e os desafios de cada escolha”, afirma Thaís.