A quarta edição do Festival Baiano de Cafés encerrou com R$ 520 mil em negócios gerados, crescimento de 73,3% em relação a 2025. Realizado nos dias 15 e 16 de agosto, no Trapiche Barnabé, em Salvador, o evento também registrou recorde de público, com mais de 3 mil visitas por dia, e reuniu 71 marcas.
A presença de empreendimentos do interior foi um dos destaques desta edição. Das marcas participantes, 63,4% vieram de municípios do interior da Bahia, enquanto 29,6% eram de Salvador e 7% de outros estados. A programação promoveu o encontro entre produtores, torrefações, cafeterias, especialistas, compradores e consumidores.
“Esse ano fizemos história. Tanto em visitantes no evento, quantidade de expositores, recorde de vendas, qualidade da organização, premiações e metas de ESG atingidas. O Festival já se calendarizou como evento sólido no cenário cultural e econômico de Salvador e da Bahia inteira”, afirmou Brenda Matos, especialista em cafés de qualidade e organizadora do evento.
A programação contou com palestras, oficinas, degustações, cuppings e outras atividades voltadas à formação e às experiências com cafés especiais.

Festival Baiano de Cafés cresce 73% e movimenta R$ 520 mil em negócios em Salvador
Mulheres foram maioria na programação
As mulheres representaram 70,8% dos palestrantes e oficineiros da quarta edição. Entre os profissionais responsáveis pelas atividades, 50% eram LGBTQIAPN+ e 41,7% se autodeclararam pessoas pretas ou pardas.
O protagonismo feminino esteve entre os eixos do festival em 2026, com uma programação voltada à presença e à atuação das mulheres nas diferentes etapas da cadeia produtiva do café.
“O presente do café nos pede compromisso com a transformação e é essa a nossa maior meta. Transformar o cenário de cafés da Bahia e trazer muito mais visibilidade para o nosso trabalho. Ano que vem o café completa 300 anos de chegada ao Brasil e nós temos muito o que resgatar sobre isso”, destacou Brenda.

Festival Baiano de Cafés cresce 73% e movimenta R$ 520 mil em negócios em Salvador
ABIC participa com projeto para pequenas torrefações
A edição também contou com a participação da Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC), responsável pela Arena de Torra em parceria com a Kaleido. No espaço, foi apresentado o Projeto ABIC Nano Torrefações, iniciativa voltada ao fortalecimento de nano e microtorrefações no país.
A arena promoveu experiências e conteúdos sobre o processo de torra, aproximando consumidores e profissionais de uma das etapas responsáveis pelas características finais da bebida.

Festival Baiano de Cafés cresce 73% e movimenta R$ 520 mil em negócios em Salvador
Cafés de Piatã e Morro do Chapéu ocupam pódio
A produção do interior da Bahia também dominou a premiação dos melhores cafés apresentados no festival. O primeiro lugar ficou com a Fazenda Divino Espírito Santo, de Piatã, na Chapada Diamantina.
Na segunda colocação ficou a RF Martinelli/Café dos Ventos, de Morro do Chapéu, enquanto o Café Grão de Luz, também de Piatã, conquistou o terceiro lugar.
Como parte da premiação, a fazenda vencedora receberá a produção de um documentário sobre sua história, território e processo produtivo, que será exibido durante o Festival Baiano de Cafés de 2027.
O Festival Baiano de Cafés é realizado pela Xodó Cafés Especiais e Rede AMO.