Celebrado neste domingo (9), o Dia dos Pais é uma das datas mais importantes do calendário do comércio e das famílias brasileiras. Mas, ao contrário de diversos países, que homenageiam a figura paterna em junho ou março, a comemoração no Brasil acontece sempre no segundo domingo de agosto. A escolha tem uma história curiosa, que mistura tradição religiosa, publicidade e estratégia comercial.
A data foi criada no Brasil em 1953 por iniciativa do publicitário Sylvio Bhering, então diretor do jornal O Globo e da Rádio Globo, no Rio de Janeiro. A proposta era estabelecer uma celebração semelhante ao Dia das Mães, que já fazia sucesso, fortalecendo os laços familiares e, ao mesmo tempo, movimentando o comércio no segundo semestre do ano.
A primeira comemoração aconteceu em 16 de agosto de 1953, data escolhida por coincidir com o dia de São Joaquim, considerado pela tradição católica o pai de Maria e avô de Jesus. Com o passar dos anos, porém, a celebração foi transferida para o segundo domingo de agosto, facilitando os encontros familiares e acompanhando o modelo adotado em outras datas comemorativas brasileiras.
A origem do Dia dos Pais, no entanto, é anterior ao caso brasileiro. A homenagem moderna surgiu nos Estados Unidos, no início do século XX, idealizada por Sonora Smart Dodd, que desejava reconhecer o esforço do pai, um veterano da Guerra Civil que criou sozinho os seis filhos após a morte da esposa. A iniciativa ganhou força ao longo das décadas e, em 1972, foi oficializada como feriado nacional no país pelo então presidente Richard Nixon, sendo celebrada no terceiro domingo de junho.
Hoje, a data é comemorada em diferentes períodos ao redor do mundo. Em países como Portugal, Espanha e Itália, por exemplo, o Dia dos Pais é celebrado em 19 de março, dia dedicado a São José, enquanto no Brasil permanece associado ao segundo domingo de agosto, reunindo famílias e impulsionando um dos períodos mais importantes para o varejo nacional.