Karyna Shuliak, dentista bielorrussa de 37 anos e última companheira conhecida de Jeffrey Epstein, pode receber bens avaliados em até US$ 100 milhões, cerca de R$ 512 milhões. O possível patrimônio inclui dinheiro, imóveis e um anel de diamante de quase 33 quilates, segundo documentos divulgados por autoridades americanas.
Epstein reservou diretamente US$ 50 milhões para Shuliak e determinou que ela ficasse com propriedades em Nova York, Paris, Palm Beach, Novo México e nas Ilhas Virgens Americanas. Somados às joias e aos imóveis, os ativos destinados à dentista poderiam elevar a herança para cerca de US$ 100 milhões.
As instruções constam no 1953 Trust, documento assinado pelo financista em 8 de agosto de 2019, dois dias antes de sua morte em uma prisão de Nova York. Shuliak, que manteve um relacionamento de quase oito anos com Epstein, foi a última pessoa para quem ele telefonou antes de ser encontrado morto.
O pagamento integral, porém, não está garantido. Avaliada em aproximadamente US$ 600 milhões quando Epstein morreu, a herança foi reduzida por impostos, custos jurídicos e indenizações. O patrimônio restante chegou a cerca de US$ 127 milhões no último balanço público e continua vinculado a processos nas Ilhas Virgens Americanas.
Shuliak conheceu Epstein em 2011, quando estudava nos Estados Unidos, e recebeu apoio financeiro para cursar odontologia. Os documentos não a apontam como participante dos crimes de tráfico sexual atribuídos ao financista, e ela também não se apresentou publicamente como vítima. A divulgação de registros sobre o relacionamento voltou a colocar a dentista e o destino da fortuna sob atenção internacional.