Se existe um estado que atravessa Equilibrium e Equilibrium II, esse estado é a Bahia. A nova era de Anitta mergulha na cultura afro-brasileira, na espiritualidade e na música nacional, e faz da terra de todos os santos um dos principais fios condutores do projeto, seja nas parcerias musicais, nas composições, na moda ou nas referências visuais.
Na segunda parte do álbum, lançada nesta quinta-feira (23), a presença baiana ganha ainda mais força com a participação de Maria Bethânia na faixa “Ogum Me Rodeia”. O disco também traz o Grupo Ofá, formado por integrantes do Terreiro do Gantois, em Salvador, reforçando o diálogo de Anitta com as religiões de matriz africana e a ancestralidade presente em todo o projeto.
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Na primeira parte de Equilibrium, Anitta convidou duas das artistas mais celebradas da nova geração da música baiana: Luedji Luna, na faixa “Bemba”, e Melly, em “Ternura”. As participações foram anunciadas como um dos destaques do álbum e reforçaram a diversidade sonora proposta pela cantora.
A influência da Bahia também está na composição. “Bemba” tem a assinatura de Magary Lord, um dos criadores do swing baiano. Em entrevista ao Alô Alô Bahia, o artista contou que a aproximação com Anitta aconteceu por meio do pai da cantora e revelou ter ficado impressionado com o envolvimento dela no processo criativo. “Ela é uma artista genial”, resumiu Magary ao falar sobre a parceria.
Outra homenagem baiana aparece longe dos estúdios. Um dos figurinos usados por Anitta na divulgação de Equilibrium II foi confeccionado pelo Ateliê Mãos de Mãe, coletivo de Salvador reconhecido pelo trabalho artesanal que valoriza técnicas tradicionais, sustentabilidade e a força do fazer manual de mulheres baianas.