Irmã da cantora Preta Gil, que faleceu em julho de 2025 em decorrência de complicações de um câncer no intestino, Nara Gil surpreendeu o público ao revelar que também enfrentou a mesma doença anos antes da irmã.
A artista, que completou 60 anos no último dia 22 de fevereiro, é a filha mais velha de Gilberto Gil, fruto do primeiro casamento do cantor com a professora de literatura Belina Moreira.
Apesar de manter uma vida mais discreta do que a de alguns familiares, Nara construiu uma carreira artística sólida. Nos anos 1980, ganhou projeção nacional ao interpretar a personagem DJ Black Boy no seriado “Armação Ilimitada”, sucesso da TV Globo.
Na música, atua como cantora, backing vocal e produtora musical, acompanhando Gilberto Gil em turnês e apresentações pelo Brasil e pelo exterior. Também participa de projetos autorais e de shows dedicados à obra da família Gil.
Outro detalhe marcante de sua trajetória é que ela inspirou Gilberto Gil a compor a canção “Amor Até o Fim”, gravada por Elis Regina e, anos depois, regravada por Maria Rita.
Nara também é mãe de João Gil, cantor, compositor e violonista que integra o grupo Gilsons, ao lado dos primos Francisco Gil, filho único de Preta Gil, e José Gil, filho caçula de Gilberto Gil e Flora Gil.
Diagnóstico de câncer
De acordo com Nara Gil, ela recebeu o diagnóstico entre 2013 e 2014 e precisou passar por cirurgia e sessões de quimioterapia.
“No meu caso foi mais fácil de resolver”, afirmou a artista, em entrevista ao jornal Extra
Segundo a cantora, ela e Preta Gil conversavam frequentemente sobre a doença, compartilhando experiências, sintomas e os desafios enfrentados durante o tratamento.
“Para mim, foi difícil acompanhar o processo dela. Eu me perguntava: ‘Por que com ela não poderia ser como foi para mim?'”, desabafou.
Nara também destacou a importância da decisão de Preta Gil de tornar pública sua luta contra o câncer, afirmando que a atitude ajudou outras pessoas a buscarem atendimento médico.
“Pela vida dela, fez todo o sentido ela querer abrir essa história. Muita gente se sentiu representada e foi buscar um diagnóstico também”, afirmou.