Angélica usou as redes sociais na terça-feira (21) para comentar o caso de importunação sexual ocorrido em Feira de Santana, na Bahia, e defender que o combate à violência contra as mulheres vá além da punição dos responsáveis. Em uma publicação, a apresentadora afirmou que episódios como esse evidenciam um problema estrutural e cobrou mudanças por meio da educação.
“É impossível ver mais um caso de importunação sexual e não sentir indignação. Uma mulher foi vítima enquanto treinava. Mais uma. Amanhã, infelizmente, pode ser outra. Porque esse não é um caso isolado, é o reflexo de uma violência que se repete todos os dias“, escreveu.
Na sequência, Angélica questionou o modelo de formação dos homens na sociedade e refletiu sobre os exemplos que os meninos recebem durante a infância. “A pergunta que fica é: que homens estamos formando? Que exemplos esses meninos estão recebendo para crescer acreditando que podem constranger, intimidar e invadir o espaço de uma mulher?“, publicou.
A apresentadora também destacou que o medo faz parte da rotina de muitas mulheres e defendeu que o enfrentamento da violência passe por medidas preventivas. “Não basta punir. É preciso educar. O respeito também se ensina“, completou.
O posicionamento aconteceu após a repercussão do caso registrado em Feira de Santana, onde um estudante de Educação Física, de 21 anos, é investigado por suspeita de importunação sexual. Segundo a Polícia Civil, ele foi filmado praticando ato libidinoso enquanto observava uma moradora que treinava na academia de um condomínio.
A vítima, de 35 anos, contou que só percebeu o ocorrido ao revisar um vídeo gravado durante o treino para publicar nas redes sociais. Nas imagens, o suspeito aparece ao fundo. De acordo com a investigação, ele deixou o condomínio logo após o episódio e, até o momento, segue sendo procurado pelas autoridades.
Desde então, a mulher afirma ter mudado sua rotina por medo de reencontrar o investigado. O condomínio informou que registrou boletim de ocorrência, disponibilizou imagens do sistema de monitoramento à polícia e prestou apoio à vítima.